Arquivo de dezembro \26\UTC 2008

adeus ano velho

Então tem as listinhas pós-natal e pré-ano-novo, que são feitas por todo dezembro e se estendem para janeiro também, para os atrasados de plantão. Eu também tenho as minhas, bien sûr. Mas creio que a diferença principal entre as minhas e a das outras pessoas, no geral, é que eu tenho mania de fazer listas o tempo todo, para tudo. Com os afazeres do dia, e-mails a escrever, coisas a comprar, desejos a realizar. Ah, os desejos… esses ocupam a maior parte das listas e se confundem um pouco com as dos afazeres. E geralmente não se restringem apenas ao ano que se inicia, mas abrangem tudo da minha vida, já que vivo listando o que melhorar para o próximo mês, quantos quilos emagrecer até o verão, quais filmes ver no fim de semana, quais as roupas adquirir para atualizar o guarda-roupa, quais compromissos são inadiáveis… e por aí vai.

 

Adoro janeiro com cheiro de verão, roupas brancas, champanhota e amor sem-fim. Já fiz a nova listinha para 2009 e colei na porta do armário. Meu único compromisso com ela agora, além de realizar o prometido, é mentalizar tudo isso todososdias, para atrair com toda vontade mesmo, um lance meio ‘o segredo’. Meu professor de francês disse que verbalizar dá mais força ainda, e não custa nada tentar. Afinal, energias positivas são sempre bem-vindas. E quando o universo todo conspira a favor, com um primeiro dia do ano recheado de good vibes do mundo inteiro, só nos resta aproveitar. Feliz ano novo, tin-tin!

jingle bell rock!

Não é segredo para ninguém o quanto adoro dezembro. Sempre repito, em todas as línguas, para quem quiser ouvir: “é meu aniversário, aniversário do meu pai, início do verão, natal e ano novo!”, nessa ordem. Fico encantada com as luzes enfeitando a cidade e o espírito de paz-na-terra-aos-homens-de-boa-vontade que paira no ar. Sei que um monte de gente diz que é uma data comercial, que é tudo falsidade, blábláblá, mimimi. Tou nem aí. Eu gosto de ganhar presentes, e gosto mais ainda de presentear quem eu amo. Amo-de-paixão ouvir o barulho do papel sendo rasgado e ver os olhinhos queridos brilhando. Já embrulhei um monte de regalitos que estão embaixo da árvore, com papéis coloridos, fitas apertadas e laços de cetim. Adoro os rituais, arrumar a árvore com papis e pendurar meus enfeites favoritos, colocar luzinhas na janela e esperar o bom velhinho chegar, inundando de esperanças um ano novinho em folha que está por vir. Quando eu tinha um celular decente o toque dele nessa época era de ‘jingle bells’, só para me fazer sorrir todas as vezes em que me chamavam. Também gosto de mandar cartões de boas festas à moda antiga, preparar o cardápio da ceia e deixar a casa toda bem kitsch. Afinal, é apenas uma vez por ano em que podemos exercitar a cafonice sem medo de errar tão feio. 
 
A única coisa que me irrita de verdade nessa época é o trânsito nas ruas e nos shoppings, mas até nisso respiro fundo, sonhando com um janeiro de cidade vazia e calçadas tranqüilas. Porque até para os contratempos, quando é dezembro, sou assim: toda coração.

qualquer paixão me diverte

Pode ser achar um esmalte pink que já saiu de linha numa lojinha qualquer de bairro, quando já havia procurado em outras tantas perfumarias e farmácias. Ou uma caixa de presente de aniversário lotada de mimos queridos e bem pensados. Apenas um beijo na hora certa ou abraço apertado, recado carinhoso em data especial quando menos se espera, ou presenças estimadas na hora de cortar o bolo para fazer um pedido. Pode ser coisa tola, uma palavra no msn, alguém educado que cruzou meu caminho e desejou ‘bom dia’ ou o sol que resolveu dar as caras depois de dias cinzentos. Cheiro de pão quentinho ou primeira mordida no doce favorito, ganhar vestido novo embrulhado e comprar presentes com carinho para quem se ama. Não sou exigente quando o assunto é agradecer tudo o que torna os dias agradáveis e bem-vividos: qualquer bocadinho de alegria ou raiozito de esperança já desperta um sorriso grandão, de aparecer todos os dentes. Sou uma pessoa de muita, muita sorte. Amém.

cumple

Nunca esperei tanto por um aniversário como este ano. Dessa vez, doze-do-doze seria não apenas um dia de alegria e comemorações com queridos, como também o dia em que acordaria com todas as aulas terminadas, reiniciando apenas em dois meses. Hoje amanheci um ano mais velha (e mais sábia!), sabendo me virar no espanhol e no francês, fotógrafa semiprofissional e com mais consciência de personalidade e estilo. Apesar de no ano passado, nesta mesma data, eu estar digerindo mil e uma transformações após seis meses morando fora, dessa vez o que venho a digerir está aqui dentro, e sinto mudanças mais significativas e profundas. 2007 foi ano de curiosidades, descobertas exteriores, vivências estrangeiras – não somente em terras, mas no que se refere ao que está fora, também. 2008 passou voando e o que de maior eu levo dele é tentar ser uma pessoa melhor a cada dia, e refletir isso na minha relação com o mundo. Sei que ainda falta muito a alcançar, mas, como disse uma amiga, o prazer maior estar em sabê-lo e correr atrás para tudo atingir. Um dia eu chego lá.

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