Arquivo para dezembro \21\UTC 2009

escape

“Muitas vezes nos refugiamos no futuro para escapar do sofrimento. Imaginamos uma linha na pista do tempo, e pensamos que a partir dessa linha o sofrimento presente deixará de existir.”
(Milan Kundera em A Insustentável Leveza do Ser)

Desde que algumas coisas aconteceram na minha vida, e o presente da noite pro dia ficou tão incerto, é no futuro que me abrigo. É nele que penso antes de dormir, para pegar o sono. Ele tem sentimentos bons, coisas novas, expectativas e felicidade sem-fim.

Tão bom, ter sonhos. Apesar de.

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encontros e desencontros

“eu não tenho vocação pra esse tipo de infelicidade”

Acabei de ler esse post da Vic e essa frase (que coloquei no título) me chamou muito a atenção. Tenho até um post pronto sobre isso já, sobre as escolhas que fazemos na vida, só não tive tempo de postar ainda. E lendo o texto da Vic me deu mais vontade de falar sobre isso.

Numa conversa com e no sábado, estávamos falando exatamente sobre esse assunto, sobre seguir em frente apesar de. Todos temos nossas tragédias pessoais, e a questão não é quem sofreu mais dores, mas quem consegue conviver com elas e tocar a vida. Eu bem sei disso, acreditem. Já passei por toda sorte de problemas que alguém possa imaginar – acidentes, problemas de saúde, financeiros sérios, términos. Já estive muito próxima da morte em pelo menos três situações, já perdi metade da minha família. E estou aí, na vida.

Acho curioso porque muita gente que lê aqui imagina que sou a maior poliana do mundo, mas essa alegria não é gratuita nem veio fácil, é uma escolha. Eu até queria ser linda, magra, rica e sem problema algum, preocupada apenas em viajar e conhecer o mundo. Mas meus caminhos acabaram sendo outros, culpa do destino, da genética ou qualquer coisa que o valha. E ok, bola pra frente, levanta-sacode-a-poeira-dá-a-volta-por-cima.

Sei o quanto lutei para estar onde estou, e também não devo satisfação a ninguém. Mas um dia, há uns dois anos, alguém deixou um comentário aqui surpresa porque eu disse que ajudava minha mãe com as tarefas de casa desde pequena. A pessoa disse que pensava que eu era a maior patricinha (oi?), que só curtia a vida e tal. E olha que fazer faxina nunca nem foi problema pra mim, comparado a tudo que já passei. Ao ler o comentário dela, quem ficou surpresa fui eu. Ah minha filha, se você soubesse…

hoje vai ser uma festa

vamos celebrar juntos o fim do meu ANO de inferno astral?!

yay! \o/ 

estou no meu inferno astral

volto dia 13, beijos!

sagitariana com muito orgulho!

quão lindo é isso, gente?! :} 

that extra little effort

Ontem eu vim trabalhar com o cabelo assim: uma trança de raiz na lateral e coque baixo, penteado feito às pressas às 6h da manhã mas que durou o dia todo, :)

E só por causa disso, meu dia todo foi mais bonito.


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