Arquivo para abril \19\UTC 2013

querido diário

Eu bati o carro, umas semanas atrás, ao buscar uma amiga no metrô. A culpa nem foi minha, e tive até manobras seguras para alguém com tão pouca experiência no volante. Assim disseram. Então descobri vizinhos solidários, compartilhando um acontecimento na pequena travessa, tipo vizinhança de novela, e um providencial copo de água com açúcar que me chegou por mãos pouco conhecidas.
Eu planejo as roupas que vou vestir com antecedência, conto os dias para as aulas de ballet e o fim de semana, paro com braços e pernas na 2a posição para chamar o ônibus ou o táxi. Gasto dinheiro com bobagens e arbitrariedades, almoço chocolate e não atendo o telefone se não tem ninguém por perto para me recriminar. Cultivo amores platônicos e fico de bochechas coradas com facilidade, sou tímida e não consigo trocar olhares, e de uns tempos pra cá tenho chegado em casa cantarolando músicas clássicas do brega romântico dos anos 90, tipo pagode ou sertanejo – nem sei daonde isso está vindo, e se há letras inteiras como essas habitando a minha mente, o que mais será que não tem guardado aqui dentro?, me pergunto.
Não estou procurando emprego e mesmo assim me oferecem uma vaga legal, porque acharam meu perfil. Bonito isso.
O destino às vezes apronta dessas, a gente não tá esperando e algo vem. Quanta surpresa.
Ainda guardo certa melancolia e um olhar triste para as vidas que não vivi, quando certos acasos me batem à porta. Tudo questão de respirar fundo e mudar o foco. Troquei os óculos.
Estou tentando ser mais leve e curtir futilidades, encontrar mais qualidades e simplicidades, fazer rimas com as mãos. Entre ser solitário e ser solidário há apenas uma letra diferente, e um mundo todo em questão. Queria dizer menos não. Hoje chegou um fim de semana pelo qual espero há tempos e estou usando brincos grandes. Nunca sei onde enfiar as mãos, quero escrever um texto sobre muitas coisas e sobre nada específico. Queria não ter hora para acordar. Em um suspiro, já é outono. Que bom. Que bom.

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questão de equilíbrio

a professora, durante a respiração alternada na aula de yoga:

“o lado direito é positivo, e o lado esquerdo é negativo. que não quer dizer ruim, e serve para trazer equilíbrio – se ele não existisse, não saberíamos valorizar o que vem de bom.”

história da minha vida.


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