Arquivo para setembro \19\UTC 2008

ideologia, uma pra viver

Eu defendo a gentileza o tempo todo, já que não ocupa espaço, arranca sorrisos e torna a vida mais colorida. Defendo sobremesas gostosas que não engordem, brigadeiro aos finais de semana e friozinho com chuva quando queremos ficar em casa. Defendo os cuidados quando estamos doentes, mimos quando estamos carentes e paciência alheia na tpm. Defendo respeito à diversidade, consciência social, erradicação da fome e vontade de querer mudar o mundo. E arregaçar as mangas para fazê-lo. Também luto pelos dias de sol quando o humor não é dos melhores, porque o céu azul tem poderes fantásticos sobre o bichinho-depressivo-devorador-de-felicidade. E uma canção para alegrar o coração, assim, bem piegas: amor infinito nunca é demais, e eu defendo, acima de tudo, esse amor incondicional por tudo e por todos. Amar é brega mas é bom.
Anúncios

ajeitando a casa

Foi num dia qualquer de fim de junho. Digo qualquer por não lembrar o dia, mas lembro ser de inverno na paulicéia, do inverno pela metade que foi frio sem ser, que foi cinza sem querer, que desenhou-se por poucas semanas apenas. Lembro ser segunda, e descobrir via email que o ‘drops de anis’ alimentado por mais de cinco anos seria retirado do ar. Veio uma tristeza aguda quase como de se arrancar um filho criado, não sabia por onde começar outro. Mas comecei. E perdi a inspiração numa dessas andanças. Percebi não gostar de começos, gosto do pôr-do-sol e de dezembro, da sensação de missão cumprida, das sextas-feiras. Apesar de ser amante das esperanças renovadas que só um 1º de janeiro ou uma segunda novinha em folha podem trazer, gosto de coisas com história construída aos poucos, e de depois ver o trabalho pronto, terminado ou em processo. De ter orgulho.
 
Por dois meses, apenas dois textos aqui ficaram. Um de boas-vindas, e outro para a Capricho. E foi ele que saiu na edição que está nas bancas agora, e foi ele que me encheu de esperanças de escrever novamente, de pegar a lapiseira que fica presa no moleskine e rabiscar a vida que passa nas janelas. Muita coisa aconteceu neste tempo. Não sei se sou melhor ou pior, talvez seja só eu ainda, um pouco mudada. Acho que alguém que vê de fora nem é capaz de notar, mas eu sei. Dos questionamentos, das decepções, das surpresas boas. Ainda não aprendi a mexer aqui, colocar fotos, trocar fonte ou deixar do jeito que quero. Talvez um dos motivos que me aborreceu de início. Mas a vontade de repassar o mundo através de meus olhos voltou forte depois de uma ida à banca da esquina semana passada. Sejam bem-vindos. De volta.

Blog Stats

  • 163,917 hits