Arquivo de abril \17\UTC 2009

you only get what you give

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“and in the end
the love you take
is equal to the love
you make”
(Lennon/McCartney)

Mesmo em momentos difíceis, a vida nos traz gratas surpresas. Talvez especialmente neles. Receber amor em troca me dá vontade de semear cada vez mais, como o jardineiro das estrelas. Não apenas por querer que ele volte maior e mais forte. Mas porque é bonito ver suas inspirações espalhadas ao redor.

o semeador de estrelas

Desde que minha mãe aprendeu a mexer no computador, ela lota nossas caixas de entrada com e-mails de ppt, imagens, piadas e afins. Não acho ruim – adoro a dedicação dela em aprender coisas novas! – e, quando tenho tempo, abro todos com calma para ver se há algo que me interessa. E foi no meio deles que apareceu este, com o texto e as fotos. Não sei se é verdade, mas pouco importa. O que realmente importa é que hoje sem querer eu o vi perdido na minha caixa de entrada e ele sempre me encanta.

“O semeador de estrelas é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia. Durante o dia pode até passar despercebida – um bronze a mais, herança da época soviética. Mas, quando a noite chega, a estátua justifica seu título: com a escuridão seu nome passa a fazer sentido. Que bom é compartilhar coisas bonitas.”

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the harm in believing

“(…) naquela noite, comecei a pensar em crença. Talvez não seja aconselhável ser um otimista após os 30. Talvez pessimismo seja algo para se aplicar diariamente, como hidratante. Caso contrário, como você volta quando a realidade encontra seus sistema de crença e o amor, contrariando o prometido, não vence no final? A esperança seria uma droga da qual devemos nos livrar, ou ela é que está nos mantendo vivos? Qual é o mal em acreditar?”
(Carrie Bradshaw, em ‘Sex and the city’)

Eu sei que ando uma chatonilda. Fico triste quando lembro que as pessoas me dizem vir aqui atrás de inspirações para o dia-a-dia, e os últimos textos não têm sido assim. Acreditem, ninguém mais do que eu queria ser portadora de boas novas sempre. Mas hoje recebi mais duas notícias tristes, contrariando boas expectativas, e por mais que eu tente acreditar que tudo vai dar certo no final, praticar a lei da atração e etc, tem hora que não dá. Hoje não dá, hoje não dá, está um dia bonito lá fora e eu quero brincar.

Não sei qual o mal em acreditar, ainda. Estou tentando descobrir. Será mais sensato ser cético e ter surpresas boas depois, evitando um tombo maior no futuro? Ou melhor crer no final-feliz e assim atrair as tão queridas coisas boas a vida toda, mesmo sabendo que as coisas podem não vir tão boas assim e a frustração ser maior?

O que tem acalmado um pouco esses dias é pensar na páscoa, nas duas semanas de férias no fim do mês e no projeto paralelo com querida. E ler a bela poesia da menina que roubava livros. Que, assim como eu, levava rasteiras da vida, mas jamais perdia a esperança de futuro. Só não sei ainda como termina a história.


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