Arquivo para janeiro \31\UTC 2010

e mais cinza

pequenices

Por vários dias, eu chorei assistindo o jornal nacional. Chorei mesmo, de soluçar, com tanta tragédia, como a Má.

Então, nos últimos tempos, um final de dia perfeito para mim tem sido assim: pegar uma carona com mamis para voltar pra casa, falando sobre tudo e sobre nada*, um banho quente com um sabonete beeem cheiroso, meus cookies preferidos (que eu mesma faço!) e alguma coisa bem boba na tevê, para não pensar em nada mesmo, tipo episódios velhos de ‘satc’, episódios novos de ‘ugly betty’ ou a novela do maneco.

E cada vez mais eu percebo que meu apreço pelas coisas pequenas nada mais é do que a sensação de que tenho um pouco de controle sobre o mundo ao redor.

 

*tenho a imensa sorte de ter uma mãe psicológa e sim, santo de casa FAZ milagre

in the words of a broken heart

minha big sis também me ensinou outra palavra para isso: em alemão, Lieberskummer significa algo como ‘luto amoroso’.

quantos diagnósticos e expressões para uma dor que jamais poderia ser traduzida em palavras, não é mesmo?! :~

na padaria

Acabo de comprar oito pãezinhos (beeem branquinhos, por favor?), totalizando R$ 2,49.

No caixa:

– R$ 2,50. Mas para você eu faço por R$ 2,49, vai – diz o dono, rindo.

– Olha, não prometa o que você não pode cumprir! Depois não vai ter um centavo para me dar de troco e vai ficar feio, hein? – respondo eu, também sorrindo, enquanto entrego o dinheiro trocadinho.

– Aaah, não seja por isso! Agora vou fazer questão de te dar um centavo!

Então ele pegou a pequenina moeda de cobre e me entregou olhando bem nos olhos:

– Mas esta você não pode gastar. É para guardar, para te trazer sorte e muito dinheiro!

Então eu guardei, :)

 

Adoro cruzar com pessoas que são capazes de mudar meu dia com coisas tão simples como um sorriso ou uma moeda de um centavo.

vamos brincar de espalhar coisas positivas?

11 maneiras simples e rápidas de espalhar positividade ao seu redor hoje (em inglês)

super já faço isso há um tempão! mas, como sou maria-listita (meu lado virginiano é de fazer muitas listas sobre tudo o tempo todo), adorei ver tudo organizadinho assim em tópicos, :)

aliás, esse blog é minha mais nova paixão!

positivity is the new black.

muuuito amor!

“(…) Muitas boas surpresas ocorrerão à medida que você compreender que, ao amar sem esperar resultados, os resultados são melhores do que os originalmente esperados. (…) Não se importe se as pessoas não lhe correspondem. Você aprenderá, neste momento, que o amor faz bem principalmente a quem o emite. E termina sendo algo beneficamente contagioso: magnetiza e afeta, transformando o mundo em torno de si, tornando-o um lugar melhor.”

(no meu tarô conselheiro de outro dia)

 

Vivo lendo em blogs coisas como “comecei esse blog sem pretensão alguma e olha no que ele se transformou”, “agradeço todos os comentários carinhosos porque vocês mudam meu dia”, mimimi. Chegou a se tornar um clichê até. Mas só sendo blogueiro (ODEIO essa palavra) para saber o real significado que isso de fato tem em nossas vidas.

Comecei o drops há sete anos (!), em janeiro de 2003, logo que entrei na faculdade (ele ficava no extinto weblogger). E no começo era super diarinho mesmo (tanto que tenho o link do mundo perdido de drops-de-anis-jurassic-park mas não vou mostrar porque tenho vergonha, haha). Desde então, muitas coisas aconteceram na minha vida graças a este cantinho. Amizades foram estreitadas, escrevi para a Capricho por mais de dois anos, consegui meu job na Jungle quando tava em Londres e otras cositas más. Tenho seguidores fiéis, que me acompanham há um tempão. Muitos que se perderam pelo caminho, outros que vêm de vez em quando, outros novos que mal começaram… Mas o maior ônus, sem dúvida, é o amor que recebi em troca, muito de pessoas que eu jamais vi na vida.

Eu AMO, muito mesmo, quando recebo recados carinhosos, de gente que diz que se identifica com alguma coisa, que eu mudei a visão sobre certo assunto, que eu melhorei seu dia e coisas do tipo. E esse tipo de coisa é que muda o MEU dia.

Porque eu já tive muitos problemas nesses sete anos por causa deste blog também, de achar que estava me expondo demais, de gerar conflitos, de querer acabar-com-tudo-pronto-cansei-fim. Mas, no fundo no fundo, acho que não seria capaz. Eu gosto demais daqui, sabem. Como me disse a Larissa certa vez, é através do blog que organizo minhas ideias para tentar enxergar o lado bom das coisas, mesmo as mais ruins, como glass half-full gal que eu sou. E eu juro para vocês que eu queria ser 100% do tempo essa garota otimista que vocês acham que eu sou, apesar de eu não ser exatamente assim no meu dia-a-dia. Na vida cotidiana e nas burocracias e nas chatices que me aborrecem, eu sou bem é garota-enxaqueca. Mas através do drops eu projeto a garota que quero ser, e ele me ajuda nisso. E vocês me ajudam.

O número que tenho de visitas aqui é ridículo se comparado a grandes veículos ou blogs hypados. Mas prefiro ter meus poucos e bons, que vêm aqui cheios de afeto, do que um monte de gente que só visita para pentelhar e azedar a vida alheia. Então, se você gastou seu tempo para vir até aqui ler o que escrevo e ainda me deixar um recado que com certeza vai colorir muito o meu dia, meu muitíssimo obrigada, de coração. Queria ter tempo e estar perto para um café e um abraço de verdade, falar sobre a vida. Como não dá, vai meu beijo virtual mesmo. Porque um dia eu recebi uma carta de Julia, lá de Vitória, me contando todas as mudanças que eu causei na vida dela, sem querer, só escrevendo meus textos aqui quietinha. E eu lhe disse que, se eu soubesse que um dia eu ajudei UMA pessoa, então tudo terá valido a pena. E, graças a todos vocês, vale sempre. Cada dia mais.

Um grande beijo para quem leu até o final!

:*

 
 

 

about first love

Betty: What we had was amazing, and exciting, probably because you were my first love, probably because it always felt so impossible… (…)

Henry: I don’t know if I’m ever gonna feel this way about anyone else.

Betty: Me neither.

Henry: So what do we do?

Betty: Well… I guess I have to just accept that I’m always gonna be a little bit in love with you… and that’s okay. As long as it doesn’t keep us from moving on.

Henry: You’re pretty damn smart, you know that?

(“Curveball”, from Ugly Betty


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