Arquivo de julho \31\UTC 2014

o lado negro da força

Há momentos em que as coisas não caminham como esperávamos. Isso acontece com todos nós – que eu, como qualquer ser humano, apesar de pesar a mão no otimismo muitas vezes, também me vejo em situações em que preciso enfrentar frustrações e desapontamentos. De uns tempos pra cá, tenho encontrado em mim sentimentos que não queria, de maneira alguma, encontrar. E o maior desafio no momento tem sido lutar contra isso: como é duro olhar para dentro e encontrar coisas que julgamos feias e erradas, ruins. E como fazer para não deixar que isso tome conta, e nos transforme em pessoas amargas e infelizes? Mudança de foco, meditação. Muita dedicação.

Acho triste reconhecer em mim tudo isso, e me enxergar assim tão humana, tão falível – não que em algum momento eu tivesse achado que estava acima do bem e do mal, muito pelo contrário. Mas ainda assim é um susto.

Enquanto estou no trabalho árduo de resolver essas questões em mim, tento enxergar isso tudo como o lado negro da força: uma força que descobrimos em nós mesmos após enfrentar tudo que julgamos de pior na nossa personalidade, e que precisa melhorar, evoluir e crescer. Amadurecer. Afinal, o que a vida sempre quis da gente é isso mesmo: pra agir com o coração, há que ter coragem.

coragem

sobre partir e voltar

E eu, que vivo feliz e saltitante minha vida de borboleta solta, de mil amores ligeiros e passageiros, me vi cair em contradição ao me dar conta de que uma das coisas mais legais de passar uma semana fora, viajando de férias, era saber que tinha alguém me esperando voltar.

pequenas mortes cotidianas

Semana passada, mais uma parte do meu passado (que eu ainda carregava no presente) morreu. E me vi pensando sobre essas pequenas partes de nós que morrem todos os dias. Algo que deixamos de gostar, alguém que deixamos de encontrar, uma música que deixamos de ouvir, uma pessoa que deixamos de amar. Um mundo que deixamos de ver. Como a gente se redescobre e se reinventa nas pequenezas de tantos momentos colecionados. A cada suspiro de amor, a cada instante de dor. E quanto de nós ainda precisa morrer, para que um outro “eu” sempre possa, a cada dia, renascer. Assim.

no ar, antes de mergulhar

Eu não sei se é a chegada do fim da copa (e a retomada da rotina querida), se é a mudança de escritório para uma casinha muy hermosa e cheia de novas histórias a serem escritas, se é um trânsito astrológico super generoso dizendo que meu ano de verdade começa agora em julho, se é a semana de férias no nordeste que está chegando, se são os muitos programas agendados para as próximas semanas, se é a viagem programada há anos que finalmente vai vir no segundo semestre, se é o fato de que, apesar de, só aparecem pessoas incríveis na minha vida… eu não sei o que é, porque no fundo é tudo isso, e não é nada disso. É um frio na barriga antes de cair de cabeça – aonde, nem eu sei.

Só sei que estou “confiando o futuro ao futuro“, e sinto uma esperança tão palpável aqui dentro, tomando todos os cantos feito espuma de detergente, que é difícil não acreditar que a vida poderia ser bem melhor – e será. Mas se continuar assim, do jeito que está, ainda assim vai ser, pra sempre, linda, linda. Porque é minha


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