Arquivo de junho \28\UTC 2013

é isso

“- Qual o sentido da vida?

– Esta é uma das perguntas mais difíceis que existe… Eu diria que o sentido da vida é o que você faz dela – o que você você quer que sua vida seja? Ninguém pode decidir o que você vai fazer, exceto você! Você tem o controle de você mesmo. Você pode não ser muito sortudo, e as chances podem estar contra você, mas nunca há um ‘NÃO’ definitivo dizendo que você não pode fazer isso ou aquilo.”

(aqui, mais dessa pérola de sabedoria que me fez ganhar o dia)

aqui, chove desde ontem

Outro dia estava assistindo a um episódio de “New Girl” em que os dois protagonistas analisavam seu relacionamento com seus respectivos melhores amigos – tendo este relacionamento há uns bons anos, mas encarando o fato de as afinidades terem minguado com o passar do tempo e só ter restado o afeto, a questão principal era: “se nos conhecêssemos hoje, seríamos amigos?”. E, fatalmente, a resposta era simples, objetiva e direta: “Não”.

Tenho passado por isso nos últimos tempos. Alguns de meus amigos mais próximos estão em minha vida há mais de 15 anos. E os amo de paixão, apesar de termos vidas muito diferentes hoje em dia. E, quando surgem conflitos mais sérios, que envolvem valores nos quais acredito fervorosamente e defendo com fúria leonina, fica um pouco mais difícil neutralizar os ânimos e se lembrar do amor que existe ali, e que resistiu a tantas mudanças, por tanto tempo.

(Pausa para um flashback de que algumas das memórias mais fortes que tenho da minha adolescência são de discussões acaloradas com meu pai durante o jantar, porque tínhamos ideologias diferentes e signos iguais. Então enfrentar de frente quem amo por algo em que acredito não é novidade, apesar de esse meu lado ter estado mais adormecido ultimamente.)

Então voltamos para o fato de que é preciso respirar muito fundo para preservar um afeto tão bonito e resistente, de uma amizade construída em anos de amor sem julgamento, de companheirismo sem poréns, de liberdade sem licença. Opiniões distantes mas carinho próximo, e lembranças infinitas de prova de amizade e diversão. Porque todo relacionamento é feito de um encontro e de muitos momentos de desencontros vindouros. Superemos.

I predict a riot

Nas ruas de SP, existe insegurança e medo, tensão. Paixão também, por uma causa, uma luta, uma revolução. A minha é muito mais interna e menos aparente. Vivendo um estado sublimado de felicidade latente nos últimos quase dois meses, tentando não me abalar com qualquer interferência externa e curtindo o que considerava ser meu por direito. Mas a que custo? Hoje eu acordei muito triste, meio doente. Pensando no amor que dei e não reverberou, e pior – no amor que deixei de dar, por razões quaisquer. Sempre tento respirar fundo e pensar, ‘mas eu sou uma pessoa do bem’; só que às vezes isso não encontra eco em certas atitudes, e é difícil ignorar que, por descuido ou egoísmo, machucamos quem gosta da gente e nos quer bem; e, mais cedo ou mais tarde, isso volta de alguma forma, na tal lei da ação e reação. Penso que já fui muito machucada também, então por quais motivos isso estaria agora voltando para mim? Não sei.

Sexta-feira meu acupunturista conversou muito comigo sobre erguer a cabeça, seguir meus instintos e não aceitar julgamentos alheios – para não tomar como nosso algo que é do outro. Mas fica um pouco mais complicado quando a gente sabe, no fundo, que não deu o melhor de si numa relação e que isso voltou feito um fantasma, para assombrar numa madrugada fria e gripada pós-12 de junho. Choveu muito ontem.


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