Arquivo de fevereiro \25\UTC 2010

25 coisas para fazer aos 25

Pelo menos para mim, que ainda tenho dez meses de ¼ de século e BIG projetos pessoais para este ano! ;]

1. aprender a meditar
2. voltar pra yoga
3. praticar mais fotografia
4. me organizar melhor (armário, bagunças, emails, arquivos)
5. fazer pic-nic com gente querida (e com a cesta herdada da vovó!) mais vezes
6. passar pelo menos um fim de semana por mês na praia
7. ler no mínimo dois livros por mês (tou com uma mania besta de amar muito minhas leituras e ficar “economizando” o livro para não terminar logo)
8. vencer a preguiça e badalar at least once week
9. saber respeitar quando preciso ficar quietinha, também (sem me sentir culpada)
10. ir morar sozinha
11. pegar fluência no francês (na França, bien sûr!)
12. perdoar os que machucaram e não guardar mágoas
13. me apaixonar de novo (mesmo que seja apenas por mim)
14. cortar o cabelo de um jeito mais moderninho que estou ensaiando há meses
15. aprender a editar imagens no photoshop com dignidade
16. parar de descontar tudo na comida
17. me aprodundar nos estudos filosóficos
18. ser mais disciplinada com exercícios e projetos pessoais
19. parar de esperar tanto das pessoas (e, por consequência, me decepcionar menos)
20. só comprar coisas que provocarem uma paixão arrebatadora à primeira vista
21. fazer outra tattoo
22. seguir o conselho de nuria e viajar com cada membro da minha família individualmente
23. experimentar mais coisas diferentes na cozinha
24. experimentar mais pessoas novas na vida
25. experimentar, ponto.

Afinal, dia desses recebi email de nêgo com bronca querida, e dizia: “se joga na vida, amor. medo de quê se a vala é comum? cada vez mais me convenço de que medo e orgulho não servem PRA NADA.”

Okay?!

 

*lista inspirada aqui, da Flavinha.

status: anxiety

Eu sempre me considerei uma pessoa muito tranquila, sabem. Quem vê de fora acha que eu sou um poço de placidez e zen-budismo, porque eu sou uma pessoa calma, mesmo. Ainda mais quando se tem em casa familiares como a minha mãe e meu irmão, que não param quietos um segundo, estão sempre fazendo tudo-ao-mesmo-tempo-agora e ficam o dia todo com o telefone nos ouvidos tentando controlar o mundo. Ou quando se tem como melhor amigo alguém que não consegue nem ficar com os pés parados durante uma conversa e que sabe exatamente TUDO o que está acontecendo ao redor, ao mesmo tempo em que sabe até as vírgulas da sua fala.

Por isso que nunca entendi daonde vinha aquela angústia na boca do estômago que me dava às vezes. Até que minha acupunturista, há três anos, trouxe a epifania da minha vida:

– Você é uma pessoa muito ansiosa, Nathalia.

– Não sou! (respondi meio surpresa, como se ela tivesse me ofendido) Ansiosos são minha mãe e meu irmão!

– Eles podem ser ansiosos E agitados, mas ansiedade nem sempre é manifestada com agitação. Ansiedade vem de dentro.

Pronto. Desde então tenho esse diagnóstico tilintando nos ouvidos, há seis meses tomo ansiolíticos leves todos os dias e vivo fazendo autoexercícios de controle, tipo evitar olhar as horas a todo segundo e ficar dando f5 no meu email ad eternum.

Mas como se faz quando um dos maiors sonhos da sua vida está para se realizar em menos de dois meses?! E que você sabe que, por mais que tente, não terá controle sobre todas as etapas e que, por mais que queira acreditar que tudo vai dar muito certo, talvez alguma coisa dê errado no meio do caminho?

Respira pela barriga. E um pouco de Chico sussurrando nos ouvidos: ‘não se afobe não, que nada é pra já, o amor não tem pressa ele pode esperar em silêncio… num fundo de armário, na posta-restante, milênios, MILÊNIOS no ar’…

Haja paciência e remedinhos, hein?!

 

Para ler: exercícios de meditação da Gwyn, uma das metas para 2010 (em inglês e espanhol)

questão de perspectiva

“I was given a chance to do over, and I consider myself lucky.”
(trecho do seriado ‘the starter wife’)

nada como uma boa inspiração para começar bem a semana, néam?!

astrology geek

Meu irmão saindo de casa para um evento.

– Mas é aniversário do Davi? Comassim o Davi é aquariano?!? Nossa, sempre achei ele tãaao pisciano…

Essa sou eu, fazendo diagnósticos aleatórios e transmitindo ao mundo meus conhecimentos numa quarta-feira de cinzas.

hours seem to disappear

Um dia, conversando com a Má sobre perdas, ela me disse que ainda hoje, mesmo tendo passado mais de um ano de uma enorme que ela sofreu, “ainda dói igual, como no primeiro dia”. É estranho, todos dizem que vai passar, mas acho que só aprendemos a conviver com a dor, e que, dependendo do tamanho do estrago, ele nunca cicatriza de vez. Sempre fica um buraco lá, onde antes havia uma presença e hoje há apenas um vazio. Ainda dói igual.

Tenho focado muito no trabalho nos últimos tempos para evitar pensar no tal buraco, e isso tem me me gerado bons frutos, mesmo inesperados. Curioso como às vezes certas recompensas parecem surgir de onde menos se espera.

Não durmo bem há muitas noites já, culpa do calor, da cabeça funcionando a mil por hora full time, de coisas para fazer o tempo todo, de braços curtos para agarrar o mundo, de sede de vida. Minha cachorra está bem doente, minha plantinha morreu, pessoas que eu amo continuam me decepcionando, mas né, bola pra frente, fazer dos limões uma limonada, o melhor que estiver ao nosso alcance. A bem da verdade é que a gente tenta sempre ter nossa vidinha digna apesar de. Como disse Nana outro dia (sempre querida e irmã sagitariana!), ao terminar um email, “me recuso a ser vencida, lembra?”. Eu também, gata, eu também.

“Mas eu tinha que ficar contente. E quando você quer, você fica. Comecei a ficar.”
(Caio Fernando Abreu, aqui)

valentines x love

“(…) Não sou fã do Valentines Day; nunca fiz segredo nenhum disso… mas, após dizer isso, devo dizer que sou uma grande fã do amor.

O amor trouxe-me a este mundo e eu espero que ele gentilmente me guie no momento de partir.
Eu vivo, respiro e conduzo minha vida de maneira tão intensa todos os dias por causa do amor.
Amor dos amigos, amor da minha família, amor das pessoas que cruzam o meu caminho, amor das pessoas que tristemente já se foram, amor de lugares especiais, amor das memórias de bons tempos compartilhados, amor de aprendizado, amor de ser alguém e amor de ter o privilégio de conhecer, compartilhar e vivenciar o que tudo isso que nós chamamos de amor, de fato é.

Quaisquer sentimentos que eu tenho sobre o Valentines Day, eles não vão estragar minha fé no amor. (…)

Onde quer que você esteja no mundo, com quem quer que seja que você esteja comprtilhando este dia e qualquer sentimento que você tenha em relação ao Valentines Day… Eu espero que, se você for rico de qualquer coisa durante a sua vida, que você seja sortudo o suficiente para ser rico de amor.” 

 

Este e-mail estava na minha caixa de entrada hoje, com este título e esta foto. Veio da minha big sis, atualmente morando em Berlim, e é mais um dos drops de sabedoria com as quais ela vive nos presenteando. Tenho a sorte de fazer parte do seleto mailing de amigos que recebe essas mensagens sempre tão carinhosas e cheias de insights. Mais ainda, tenho a sorte de conhecê-la e tê-la em minha vida.

O original é em inglês e, mesmo sabendo que traduções nunca fazem jus ao que foi escrito pelo autor, decidi traduzir para compartilhar aqui com vocês. Nuria é a irmã mais velha que a vida me deu e uma das maiores inspirações que tenho. Já tomou muitos tombos na vida, se apaixonou, se desiludiu, investiu, perdeu, lutou. Mas nunca, jamais, deixou de acreditar no amor. E hoje, mais do que nunca, eu desejo que todos nós sejamos sempre assim como ela: rich of love.

¿quién llenará de primaveras este enero?

“Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (…) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (…) talvez um se matasse, o outro negativas. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada.”
(Caio Fernando Abreu, aqui)

 

Curioso pensar que quase tudo vivido nos últimos sete anos hoje se resume em muitos ‘talvez’. Dia desses estava buscando músicas para minhas caminhadas diárias e me de dei conta de que meu arquivo de quase 2mil canções tem tudo isso ainda impresso nelas, coisas que eu não quero lembrar por um tempo, não quero ouvir. E o único talvez que me cabe, pelo menos agora, é que talvez seja a hora de baixar novas músicas. Talvez hora de buscar outros caminhos.


Blog Stats

  • 161,310 hits