Arquivo para dezembro \19\UTC 2014

futura eu

Ano passado, uma amiga me falou de um site em que você pode escrever emails para o seu eu futuro – isso foi em novembro do ano passado, e eu, na época começando a vida dos meus sonhos, resolvi escrever um email para mim mesma quando estivesse às vésperas de completar 30.

Este recado me chegou na tarde do dia 11 de dezembro, semana passada. E, entre partes mais específicas, como falar de como meu coração estava na época (alguém de quem eu gostava e que não estava mais na minha vida, alguém que estava chegando aos poucos e tomando todos os espaços etc); a parte que mais me emocionou foram os conselhos que eu, ainda aos 28, dei à Nathalia de 30 – e que me fizeram chorar porque, mesmo passando um ano, parece que ainda há lições que eu sabia que deveria ter aprendido mas ainda não aprendi: 

“eu espero que daqui a um ano você (…) tenha planos, grandiosos e espetaculares. e que continue sonhadora.
eu espero que você tenha deixado para trás a ansiedade maluca; e que ainda queira beber o mundo numa garrafa de coca-cola, mas sem pressa. deixe que o gelo derreta, deixe que a bebida esquente, deixe que perca o gás. deixe as coisas acontecerem. apenas deixe.
que você se aceite, se ame, se proteja. se cuide.
que seja doce.
que seus 30 sejam bem lindos e leves.”

E eu realmente espero que, em 2015, todos nós consigamos ser menos ansiosos e mais pacientes; e que a gente aprenda, ainda que devagar, que nada pode vir da vida se a gente não se cuidar. Porque a gente só consegue entregar nosso melhor pro mundo quando a gente olha para dentro e enxerga que a coisa mais bonita que temos, no fundo, é apenas isso: nós mesmos.

a mulher de 30 anos

Hoje é meu último dia na casa dos 20 (que de 20 e poucos, foram para 20 e tantos, e agora 30). Meu momento “crise” veio meio tardio, no início desta semana – pensando que ainda não casei, não tive um um filho, não plantei uma árvore nem escrevi um livro. Mas passou tão rápido – foi só lembrar que eu sou a mulher que sempre me imaginei ser aos 30 para reconhecer o valor da jornada que me trouxe até aqui. Tão bom, enxergar-se no caminho certo.

Que os 30 tragam ainda mais serenidade, leveza e felicidade – confiando o futuro ao futuro, como Clarice. Vem com tudo, 30!

 

"na noite do meu aniversário de 30 anos, eu posso olhar para trás e dizer que eu deixei minha versão de 20 anos ORGULHOSA!  (Vem com tudo, 30!)"

“na noite do meu aniversário de 30 anos, eu posso olhar para trás e dizer que eu deixei minha versão de 20 anos ORGULHOSA!
(Vem com tudo, 30!)”

sobre plantas e amores

Justo eu, que “não sei cuidar de plantas”, tenho me esforçado para ter um pouco de verde vivo em casa (daquelas mudanças que a gente quer fazer pro bem da gente mesmo). E, mesmo quando elas secam, ainda assim eu insisto em fazer acontecer, e demoro um bom tempo até me desapegar e jogar no lixo, sempre achando que sei lá, elas ainda podem nascer de novo, tipo fênix. “Talvez seja como no amor“, disse Nata.  

Percebi ser verdade, quando, na semana passada, insisti em regar uma plantinha que já estava seca e morta há uns bons meses – ou era um ex-amor, não sei. Tudo o que sei é que, de todas as plantas que comprei desde que me mudei, há mais de um ano, as duas que ainda persistem lindas e parrudas são a espada-de-são-jorge e a comigo-ninguém-pode. Autoexplicativo.


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