Arquivo de dezembro \30\UTC 2015

dois mil e cresça

2015, para mim, não foi um ano traumático – e isso parece ser mais do que muita gente pode dizer, infelizmente. Mas foi sim um ano difícil, de Saturno em Sagitário cobrando objetividade nos propósitos e disciplina nas rotinas. Foi um ano duro, de grandes provas e avaliações, reflexões e resiliência. De mediar conflitos, ponderar, trazer sensatez. Ano de olhar pra dentro, de não reagir aos sentimentos pequenos do outro e sempre responder com generosidade, onde-houver-desespero-que-eu-leve-esperança. De aprender um monte sobre quem sou e quem quero ser, onde estou e onde quero estar, aonde cheguei e aonde ainda quero chegar. De vencer provas e desafios com muita inspiração e transpiração, muita respiração e perdão. Mas teve sonhos realizados, também. Em 2004, num momento de sonhar em voz alta com uma amiga, imaginamos uma vida para nós dali a uns anos. No meu aniversário, me dei conta de que este devaneio, na vida real, me veio ainda maior e melhor do que eu havia imaginado – e esse foi meu grande presente deste dia para os 31.

Das muitas buscas cotidianas, agora estou num momento tranquilo e de aproveitar a jornada e as descobertas que isso me traz – e essa leveza é tão reconfortante e tão mais do que eu senti ao longo de muitos meses que eu queria que ela tivesse vindo para ficar. Ainda preciso aprender mais, muito mais – a me cuidar, a desapegar, a seguir, a brigar. De 2015 fica a certeza de estar trilhando o caminho no qual acredito, e a espera de 2016 vir mais suave mas ainda surpreendente e desafiador, como um bom professor. Veremos.

e era simples, ficamos fortes

Numa música que tocou e lembrou você e eu pensando quem será que você é hoje, você que eu nunca mais vi ouvi beijei senti cheirei? Em nossos caminhos que nunca mais se cruzaram e seus presentes que eu doei (quase) todos e em como eu continuo matando todas as plantas e até o cacto – terá morrido seu gato? Das histórias de amor com começo-meio-fim a nossa foi a mais bonita pra mim. E a gente era ainda tão cru e tão jovem e eu às vezes me pego pensando como é que a gente sabia tanto sobre amor e sobre amar. Em como foi tudo tão orgânico e natural mesmo tendo sido eu a te apertar na parede porque você simplesmente não me notava e eu vivia(vivo) com essa mania besta de paixões platônicas e se-fiquei-esperando-meu-amor-passar.

Quando a gente se separou e meu coração foi dilacerado, eu queria ficar bem e pegava no sono sonhando com uma vida incrível e me imaginava dali a uns anos essa balzaca muito bem-sucedida e viajada morando nos Jardins e trombando com você na fila do pão e concluindo que “nossa minha vida está muito boa sim, que bom te ver, te cuida beijos”. Hoje eu sou essa pessoa e minha vida está ótima mas eu nunca te encontrei na padaria. 


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