Arquivo para novembro \28\UTC 2013

pé de pato

Eu faço muita, muita coisa a pé.
E com a falta de coordenação que me é cabida, vira-e-mexe levo uns tombos – e foi assim ao fazer uma pequena trilha após uma chuva intermitente semana passada. Saldo: um escorregão, dois joelhos ralados, uma mãe assustada.

“Relaxa mãe, tou acostumada a sacudir-a-poeira-e-dar-a-volta-por-cima depois de umas rasteiras que a vida dá. Só dois joelhos ralados, fichinha. Podia ter sido pior. Assopro e merthiolate, em quinze dias não sobra nem sombra.”

Sempre poderia ter sido pior. Que bom que nunca é.

*feeling blessed*

Passei uns dias da semana passada dando um respiro de tudo, um pouco distante, um pouco quieta, um pouco reflexiva. Viajei com mamis para um cantinho querido e absorto de nosso extenso litoral; e, ao visitarmos uma igreja na qual eu nunca havia entrado, ela me sussurrou para pedir três graças, como a gente sempre faz em igrejas inéditas. Porém, pela primeira vez na vida, eu não soube o que pedir. Olhei para ela com um ar de criança que se viu sem brinquedo e falei, “mãe, eu não tenho nada a pedir, só a agradecer. minha vida está como sempre sonhei”.

“Então agradece, Naná”. Agradeci.

olhos de ressaca

Comecei a me envolver pelas razões erradas, mas depois decidi ficar pelas razões certas. E, por motivos alheios à minha vontade, os rumos tomados foram outros. Respirei fundo, como sempre. Reconheci, com o típico nó na garganta, o enredo de uma história que já vivi tantas vezes, mas que sempre machuca – às vezes mais, noutras menos. Que bom que desta vez foi menos. Peguei a chave na mão, a chave do meu apartamento, a chave da vida que escolhi viver para mim, e que me custou tanto para conquistar. E, ao encará-la, pensei na música de Renato Russo que sempre me volta em momentos assim, que meu-espírito-ninguém-vai-conseguir-quebrar.

Não vou me deixar embrutecer, meu bem. Segue teu caminho que eu sigo o meu. ‘Tudo é impermanente’, me abraçaram. Agradeço de coração ter consertado o que estava quebrado, ter montado o que estava partido, ter deixado a porta aberta. Eu já encontrei as chaves. 

groove is in the heart

“Você sabe que está no caminho certo quando perde o interesse de olhar para trás.”

Outro dia vi esta frase no perfil de uma amiga, e me deu uma sensação boa no peito, provavelmente a mesma que ela está sentindo. De reconhecer que o passado tem seu valor, pois foi ele que nos trouxe até aqui, mas de saber não superestimar sua importância.

Tenho pensado muito sobre como este ano de 2013 está sendo incrível, e não quero dizer que é o melhor ano da minha vida, porque reconheço a relevância de outros anos e momentos que já passaram e são grande parte de mim. Mas 2013… ah, que ano mais amado e gentil!


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