Arquivo para abril \20\UTC 2015

but I should never think of spring

Há exatos dois anos eu estava numa viagem que considero um divisor de águas na minha vida – de lá para cá, tudo mudou.

No último mês, teve pouco texto por aqui porque tenho levado todas as minhas divagações para os ouvidos incansáveis do meu terapeuta e das minhas melhores amigas. Neste tempo, teve duas viagens, um montão de Chet Baker, muito choro, dois corações partidos a murro, muito questionamento e muita resiliência para manter a fé no futuro quando tudo que temos à frente é um túnel bem escuro. Mas na hora em que o chão quer ruir, e tudo o que eu sabia fazer era chorar, sem saber pra onde correr, sem saber pra onde olhar – é exatamente nessas horas em que a gente tem que respirar fundo e sorrir, respirar fundo e sonhar. 

A cada respingo de luz eu volto a ter brilho no olho – mas, principalmente nas duas últimas semanas, isso parece ter sido bem uma brincadeira de mau gosto de alguém mal intencionado, porque é só ver essa luzinha e me animar para levar outro tombo, ainda mais feio que o anterior. Tem sido uma luta constante, mas minha única crença é a de que, de tombo em tombo, a gente sai mais forte: semana passada me disseram que ser sensível é uma virtude e eu bem queria conseguir endurecer sem perder a ternura. Mas olha, tem doído bastante.

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