changes are taking the pace i’m going through

Esse mesmo horóscopo dizia que daqui a um tempo eu vou olhar pra trás e vou concluir, ‘nossa, aquele período de outubro a novembro de 2009 realmente mudou os rumos da minha vida!’.

Não é excitante pensar que você está numa fase em que realmente está tomando as decisões que vão moldar seu futuro? E de fato arregaçar as mangas para vê-lo acontecer?

Eu acho, :)

bom dia, flor do dia!

Mamis sempre diz que, quando eu era pequenina, a cena mais comum do mundo era ela olhar para os lados, no meio do trânsito, e se deparar com pessoas nos carros ao lado fazendo mil tchauzinhos e gracinhas para moi. Toda rechonchuda e risonha na cadeirinha do banco de trás, eu distribuía sorrisos para qualquer um que estivesse disposto a recebê-los – e nem precisava retribuir nem nada. Nem Antonio Ermírio de Moraes resistiu aos meus encantos quando estava em um carro vizinho certa vez (história que faz parte do nosso folclore familiar e que é sempre lembrada, haha).

Creio que ainda carrego comigo essa vontade de sorrisos, tal alegria de viver. Porque não sou mais um bebê fofinho, mas ainda faço questão de dizer ‘bom dia!’ todas as manhãs a qualquer pessoa que cruze o meu caminho e tenha um olhar receptivo. E, realmente, desejo que a pessoa tenha um dia bom.

Para mim, pelo menos, é a melhor maneira de começar o meu – com um sorriso e desejos de felicidade.

E você, já desejou um ‘bom dia’ a alguém hoje? :)

aos quase 25 também

notas

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(não sou muito de falar palavrões, mas esse veio bem a calhar)

o mundo começa agora, apenas começamos

Meu horóscopo deste mês dizia que dia 16 de novembro traria um término, algo em que eu precisava botar um ponto final.

E, por incrível que pareça (e por mais que este final, de certa forma, tenha chegado mesmo), tudo o que eu consigo enxergar é um novo começo.

Amanhã eu começo um projeto grande que vai me consumir pelos próximos quatro meses, começo a planejar outras coisas a que quero dar continuidade, começo a acordar muito cedo, começo a ver um novo futuro. 

Tão bom, ser otimista. 

sobre términos

caiof

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certa vez li numa matéria da vida simples sobre desapego algo que dizia bem assim mesmo, que o fim de um relacionamento chega a ser mais dolorido que a morte porque, apesar de o amor ter terminado, temos que aceitar que a pessoa não – os planos juntos acabaram, mas a pessoa continua, a seguir seu caminho, sem nos ter ao lado, com novos sonhos, novo futuro e nova vida, sem a nossa companhia. é como uma morte que não finaliza com tudo, mas que nos obriga a fabricar um novo começo por não trazer mesmo outra saída que não essa. tipo uma fênix forçada a renascer das cinzas, porque não restou alternativa. coisa de gente corajosa.

“the hardest thing isn’t moving forward – is not looking back”
(sally, em ‘felicity’)

somewhere over the rainbow

rainbow

no fim da viagem, no caminho do aeroporto, uma chuvinha deu o ar de sua graça, e trouxe com ela um arco-íris, que lissa viu e fez questão de fotografar. 

não poderia ter sido o melhor jeito de finalizar três dias curtindo amiga, passeios e coisas novas. mais uma coisinha para meu arquivo de ’sinais de porque sou uma garota de sorte’.

percebi que ainda acredito no amor e torço muito para que ele dê certo, mesmo depois de ter levado muitos tombos da vida. e estou feliz de ainda acreditar e torcer, apesar de. acho que é virtude.

aos poucos as coisas têm entrado num eixo que eu ainda desconheço, mas que parece estar me levando para um caminho bom, de futuro. estou de coração e braços abertos para ver o que é. que seja feito um pote de ouro no fim do tal arco-íris: de surpresa, mas das boas, de querer carregar no colo. pode vir que eu levo!

só quero saber do que pode dar certo,

não tenho tempo a perder!

:)))

there’ll be an answer, let it be

waiting

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o que faz você feliz?

- dias de sol;

- cinema com papis, cinema com querida, surpresas, visitas, passeios mil, alegria, alegria;

- contagem regressiva para passar uns dias no rio com lissa e cami;

- a receita dos cookies perfeitos;

- boas notícias e previsões;

- novas esperanças e caminhos;

- muitos sonhos, sempre.

e você? :)

 

happy

não-dor

“Respirou fundo. Morangos, mangas maduras, monóxido de carbono, pólen, jasmins nas varandas dos subúrbios. O vento jogou seus cabelos ruivos sobre a cara. Sacudiu a cabeça para afastá-los e saiu andando lenta em busca de uma rua sem carros, de uma rua com árvores, uma rua em silêncio onde pudesse caminhar devagar e sozinha até em casa. Sem pensar em nada, sem nenhuma amargura, nenhuma vaga saudade, rejeição, rancor ou melancolia. Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquele sábado, daquele vento, daquele céu azul – daquela não-dor, afinal.

(Caio Fernando Abreu em Estranhos Estrangeiros, via “entre aspas”)

Dizem que depois da tempestade, vem a calmaria. Certas vezes, vem a anestesia primeiro. Vem a não-dor, não-sentir, nem alegria nem tristeza, nem raiva nem nada. Como se fosse mais fácil colocar certas coisas num arquivo paralelo da trajetória, a serem resolvidas com o tempo, para não sofrer. Porque remexer e buscar e fuçar é sentir – e, de uns tempos pra cá, sentir é sofrer. Então melhor deixar de lado, seguir a vida que resta com passos largos, para que o tempo, tal ’senhor da razão’, faça a sua parte. A anestesia toma conta do quase-novembro, de um sábado de sol que tem cheiro de primavera e calor de verão, mas que ainda não tem sabor de vida plena. Que há de vir, eu sei. Quando chegar a hora – nem antes, nem depois.

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