Tem muitas, muitas coisas acontecendo na minha vida, tudo-ao-mesmo-tempo-agora style. Ontem eu tive que de fato parar minha mente por um instante e contemplar, escrever tudo em tópicos para não esquecer quão abençoada eu sou, digerir. Mas, mesmo com tantas portas sendo abertas e mil oportunidades se desdobrando à minha frente, o que martelava sem parar na minha cabeça foi um email que li antes das oito da manhã numa segunda-feira. Era de uma pessoa que eu amava muito, que sempre foi extremamente generosa comigo, e que eu não fui capaz de responder à altura. Foram críticas pesadas, que me tiraram o sono à noite, apesar do cansaço. E, mesmo tendo me defendido e, no final, ter sido perdoada, eu não conseguia parar de pensar em como é duro errar com quem se quer bem. Eu mesma não conseguia me perdoar, ficava remoendo tudo over and over again.
Como vocês já devem ter percebido, estou passando por um processo profundo de autoconhecimento, especialmente nos últimos meses. E tudo que chega até mim, seja bom ou ruim, me faz repensar minhas atitudes diante do mundo, as posturas que adoto, os erros que não quero mais cometer, os vícios que não quero mais carregar comigo. E tento focar no que tenho de bom, também. No que engrandece.
Porque hoje eu vim o caminho todo ouvindo o Verve cantar ao som de violinos minha música favorita para caminhar pensativa pelas ruas. E eu chorei. Porque, mesmo com os duros golpes e a nossa tentativa incessante de manter a dignidade, não quero perder a minha essência. Quero ser eu mesma, só que melhor. I can’t change my mold, no, no, no, no, no.







