a mágica dos amores correspondidos

Quando eu era bem criança e comecei a rascunhar na minha cabeça as configurações de casais, amor romântico e relacionamentos; eu cheguei à conclusão de que, se você gostasse de uma pessoa, ela automaticamente gostaria de você. E vice-e-versa. Tão simples, amar. “Amor não-correspondido” era algo que eu jamais poderia imaginar que existisse – poxa, as princesas da Disney se apaixonavam pelo príncipe e eles sempre se apaixonavam de volta por elas, quase sempre à primeira vista, não…? Como eu poderia imaginar que existisse outra coisa que não isso?!

Mas essa ideia durou pouco, até minha primeira paixão platônica, aos sete anos (sim). Que durou uns bons anos, judiando desde cedo do meu romantismo e do poder de acreditar no amor.

***

Já uma moça pré-adolescente, me lembro de confessar para minha então melhor amiga tudo isso que eu imaginava antes, no alto da minha ingenuidade de primeira-infância. No que ela riu na minha cara, sarcástica: “hahaha se fosse assim seria fácil, né? pena que não é.” Foi então que entendi que, muitas vezes, você se apaixona por alguém e não é recíproco. E comecei a achar muito mágico duas pessoas se gostarem ao mesmo tempo, neste mundão-de-meu-deus, com bilhões de indivíduos, inúmeras oportunidades e infinitas possibilidades que nos são apresentadas diariamente. Que mágico, amar e ser amado…!

***

Mais de duas décadas se passaram. E, com elas, vieram incontáveis amores não-correspondidos, um punhado de amores bem-vividos e muitos, muitos corações partidos. Hoje, sou uma mulher de 30 anos que tem um emprego legal, paga as próprias contas, viaja sozinha para todo canto, fala quatro línguas, sabe cozinhar e escolher um vinho e fazer baliza e coordenar estampas. Mas ainda continua achando muito mágico amar e ser amada, pela mesma pessoa, ao mesmo tempo. Mágico.

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8 Responses to “a mágica dos amores correspondidos”


  1. 1 Flá julho 31, 2015 às 10:46 am

    É bem mágico, mesmo…

    =*

  2. 2 Mayla julho 31, 2015 às 11:51 am

    Que lindo! *-*

  3. 4 cassio agosto 7, 2015 às 3:06 pm

    Enquanto isso espero na fila minha vez…

  4. 5 Linda agosto 8, 2015 às 8:17 am

    Quanto tempo sem vir aqui…mas sempre encontro um post leve e fresco, como o nome do blog sugere: drops de anis.

    Esse post me fez lembrar de uma música que amo e que embalou por um grande tempo meu coração: “Entre tantos outros, entre tantos séculos, que sorte a nossa, heim…”
    E se reparar na letra…é bem isso, ne?! Mágico, sorte, benção!
    Mas acho que tem um amor muito especial, que VC já encontrou: amor-proprio! ;-)
    Agora é questão de tempo e econtro, Nathita! Bjs, bom final de semana!

  5. 6 Linda agosto 8, 2015 às 8:21 am

    Ah…e pensa positivo, que vai! ;-):***

  6. 7 Leticia agosto 15, 2015 às 4:20 pm

    concordo. São tantas pessoas por aí que duas se acharem, se apaixonarem e dar tudo certo ao mesmo tempo é, no mínimo, uma feliz coincidência.


  1. 1 Dos privilégios do amor | Xarope de baunilha Trackback em setembro 24, 2015 às 1:40 am

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