november rain

Quando você quis entrar, eu deixei. Meio aos atropelos, naquela chuva, eu voltando de viagem, coração ainda meio partido. Eu, sempre metendo os pés pelas mãos. Querendo curar na marra umas dores doídas que ainda queimavam no peito, mesmo após alguns dias no sol oblíquo de Paraty. Eu queria acreditar em você, na gente. Que era possível, que era provável. Que poderia ser para sempre. Nós dividimos meu guarda-chuva, mesmo sem nos conhecermos direito. Ainda.

Eu me encantei com você de primeira, seu jeito de ver o mundo, sua ingenuidade contagiante. Seu brilho no olho. Veja bem, eu já tive 24 também. Um dia. E muito daria para resgatar uma perspectiva assim sem o cinismo que os anos trazem para gente. Quando você sorri, o mundo todo ao redor parece se iluminar. E isso não é pouco.

Desde aquele final de novembro chuvoso, nós pegamos muito mais dias de chuva neste verão tropical. Mas você traz o sol. E eu aprendi a não me importar mais de sair na chuva e me molhar. Não mais. 

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