apocalypse now

“(…) A cada um desses pequenos apocalipses temos a chance de recomeçar. Partidos, aos pedaços, às vezes colados como um Frankenstein de filme B. Enquanto o meteoro não chega há sempre um possível que podemos inventar. Se os anúncios de fim do mundo servem para alguma coisa, além de fazer piadas e encher os bolsos de alguns espertos, é para nos lembrar de que o mundo acaba mesmo. Não em apoteose coletiva, com dia e hora determinados, mas na tragédia individual, sem alarde e sem aviso prévio, que desde sempre está marcada na vida de cada um de nós.”

(trecho de “Malditos Maias!“, Eliane Brum)

Este foi o texto mais lúcido que li sobre o tão falado apocalipse. Para nós, que temos nossas tragédias pessoais e fins do nosso mundo particular de tempos em tempos, vivendo dia a dia vários novos fins e (re)começos, e mesmo assim continuamos em pé, do luto à luta. Que venha 2013.

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