bandeira branca amor, não posso mais

Nos últimos tempos, tenho sido acometida por lembranças de momentos que eu não sei se de fato vivi ou apenas sonhei. Elas vêm de um canto meio nebuloso do meu cérebro, onde também se encontram os fatos que meus amigos viveram e me contaram (e dos quais eu lembro apenas de uma ou outra vaga informação; e tenho vergonha de perguntar maiores detalhes, com receio de que meus lapsos soem como um descaso em relação às suas experiências).

É como se, a todo instante, minha memória estivesse hasteando uma bandeira branca, pedindo uma trégua, implorando para se desfazer de um monte de coisas que não fazem mais sentido, que ocupam um espaço desnecessário numa mente que já mostra sinais de cansaço e não quer mais reter tanta informação assim. Mas eu queria poder acionar um botão de “delete” para escolher quais lembranças ficam e quais vão, numa memória seletiva voluntária; que me seria muito mais útil que um punhado de histórias picotadas que eu tenho encontrado vagando no meu cérebro ultimamente. Pelo menos teria a sensação de ter algum controle, ainda que remoto – ao invés de me sentir essa marionete gastando fosfato para entender daonde vem tanto artefato.

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