errando e aprendendo

Outro dia estava vendo uma reportagem na tevê sobre uma escritora americana, autora de um livro sobre nosso medo de errar. No dia seguinte vi o post-it do dia no “things we forget” também nos pedindo para perdermos o tal medo de errar. Virou uma epidemia essa busca ilusória por uma perfeição que não existe?! Acho que sim – segundo a matéria, esse seria um mal moderno.

No mesmo vídeo a autora fala de como nós mulheres nos martirizamos mais pelos nossos erros e tropeços do que os homens. Essas cobranças para sermos sempre filha-mãe-profissional-companheira-amante-dona-de-casa-gostosa, tudo em escalas absurdas e inatingíveis de perfeição, nos deixou reféns de um modelo impossível de alcançar. E é tão duro fugir disso né? É preciso muito autoconhecimento e um bocado de generosidade para não nos punirmos por não sermos sempre impecáveis em tudo que fazemos… e errar é tão bom! É bom porque é ruim mesmo, porque dá um chacoalhão. Mas, na maioria das vezes, um chacoalhão bem dado é tudo o que a gente precisa para acordar e seguir adiante, dar um clique.

Então, vamos errar com mais elegância e aprender com mais vontade. Sem autopiedade ou engano, sem fingir que não existiu ou que foi fatalidade. Errar é humano, já diz o ditado. E que bom que somos todos humanos e que tudo serve de lição. A perfeição é muito chata e quadradinha; e errar (que bom!), faz parte de um aprendizado maior, de nos tornarmos alguém melhor num futuro bem próximo. Porque não só os acertos que nos tornam quem a gente é, mas muitos erros também. Ainda bem.

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7 Responses to “errando e aprendendo”


  1. 1 Nana abril 30, 2012 às 9:33 am

    Nath, dia desses uma amiga fez um comentário que dizia que as pessoas erram e acertam o tempo todo e as realmente normais convivem bem com os dois lados. Existe uma pressão (na maioria das vezes, interna) que a gente tem que fazer tudo direitinho, eu tenho vivido isso e, enquanto eu não me dei conta de que talvez precise de um tempo (e prática) pra acertar tudo, sofri. Agora não, me cobro menos e as coisas me parecem mais leves.
    Importante é rir das nossas trapalhadas, e como boa sagitariana, sou boa nisso (em rir e nas trapalhadas,rs).
    Saudades!!
    Bjos!!

    • 2 nath maio 1, 2012 às 9:40 pm

      na verdade hoje em dia eu lido com isso de forma bem mais leve e serena, amiga!
      mas gosto de propor reflexões, acho importante darmos um passinho para trás para olharmos tudo com perspectiva macro sabe?
      ajuda a entender o contexto, para onde estamos indo e onde queremos chegar, e como fazer para chegar lá ;)
      beijo enorme e brigada por toda força, sempre!

      ps: adorei o final do comentário, bem a nossa cara :)

  2. 3 Laylah Raeder abril 30, 2012 às 2:58 pm

    Oi, Nath. Tava vendo seu post e pensando que ontem, eu querendo descansar um pouco, fui ver um filme que falava mais ou menos da mesma coisa. Essa busca por uma perfeição que não existe, coisa assim. Acho que o problema, na verdade, não é o medo de errar, é não acreditar ser possível ficar de pé depois de ter caído. Claro que não é ficar se martirizando porque aconteceu, nem exigindo além dos limites saudáveis a perfeição. Coisa de japonês, né?
    É que na minha opinião não há problema em você buscar uma perfeição. Quer dizer, não há problema em você dar o melhor de si para conseguir alguma coisa ou para atingir um resultado melhor, que vá além do esperado. Só que há o problema de você ficar choramingando em depressão depois quando não consegue, o que não deve acontecer. Não querer sair da toca. Ergue a cabeça e vamos lá. E claro, há o problema do quanto o ambiente, os outros, a sociedade nos impõe. Essa ideia ilusória, como você disse, de perfeição. É essencial saber a diferença entre o irreal, imposto, sugerido e comercializado e o real, aquilo que merece ser dado valor, aquilo que vai fazer a gente crescer ao invés de sermos apenas um produto (não sei definir isso direito, o contrário desse “modelo impossível de alcançar”).
    Tudo deve ser feito com equilíbrio, eis algo mais. Saber até que ponto você pode motivar a si mesmo a atingir um resultado melhor e chorar, se for preciso, quando não consegue, mas continuar avançando mesmo depois disso, faz parte da vida. Errar também é um exercício, certo? Então que ao menos nós possamos aprender com nossos erros. Mas não ficar errando por estupidez e enganando a si mesmo “errar é humano”. Por que errar é sim humano, mas não justifica ficar dando cabeçada na parede. Ai, céus… você entende o que eu estou tentando dizer? Praticamente discursando sobre duas linhas suas: “Então, vamos errar com mais elegância e aprender com mais vontade. Sem autopiedade ou engano, sem fingir que não existiu ou que foi fatalidade.”
    Aliás, gostei… vou compartilhar. ;D
    E eu ia dizer alguma coisa, mas já esqueci e deixa pra lá…

    • 4 nath maio 1, 2012 às 9:43 pm

      adorei a parte do “errar também é um exercício” ;)
      concordo que deve ser praticado com parcimônia; mas encarado como parte do processo e não fracasso sabe?
      não sei se consegui deixar claro no texto, mas essa era a intenção!
      super beijo e obrigada pelas reflexões sempre elaboradas,
      :*

      • 5 Laylah Raeder maio 1, 2012 às 10:21 pm

        >.< deixou sim!
        Eu é que fico rodeando o assunto. Dá até vergonha. Ai, Nath! Não sei se é reflexão elaborada ou redundância inútil… Mas pelo menos eu fico tentando aprender a escrever o que minha confusa mente constrói. Quem sabe eu chego a algum lugar?

        Por acaso não foi você que disse que errar também é um exercício? XD
        Eu entendo o que você quer dizer e queria discutir o assunto, de maneira alguma induzir que você disse algo que não disse e sinto muito pois parece um pouco que o que eu escrevi ficou com essa cara.

  3. 6 Fernanda Morais maio 1, 2012 às 7:44 pm

    Nem preciso dizer que sou sua fã né Nath.
    Seu texto, muito perfeito como sempre, e sempre nos ajudando.
    Como a menina disse no comentário acima, gostei e vou compartilhar. pra nunca esquecer, pra repetir ate a minha cabeça dura entender.

    beijo! =*

    • 7 nath maio 1, 2012 às 9:45 pm

      não é cabeça dura quem tenta entender e assimilar o que lhe parece estranho, querida!
      cabeça dura é quem reluta em aprender coisas novas – e isso você não é nem de longe, pode ter certeza!
      obrigada pelo carinho sempre :*
      mil beijos,


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