feliz como leila diniz

Uma das leituras de férias foi a biografia de Leila Diniz. Já tinha comprado há um tempo, mas a entrevista de Mirian Goldenberg me inspirou a passá-la na frente da montanha de livros esperando atenção. Como disse antes de viajar, estava querendo me levar menos a sério. E ninguém melhor que Leila Diniz para nos ensinar um pouco sobre dar uma caminhada no lado selvagem da vida. Porque olha, estou para conhecer alguém que parecesse levar a vida de forma mais leve que ela, sem grandes pré-conceitos, paradigmas ou prisões. E exatamente por isso que ela quebrou todos esses, para levar a vida em que acreditava: feliz.

Sua atitude libertária abriu caminho para que todas nós, “mulheres do século XXI”, pudéssemos exprimir nossos desejos, vontades e anseios. Deixo aqui um pedaço de uma carta dela que está no livro e que me inspirou produndamente. Como a Mirian, também sonho com “a liberdade de Simone de Beauvoir e a felicidade de Leila Diniz”. Mais a felicidade que a liberdade, até. Porque, entre ser feliz ou ter razão, acho que só os loucos escolheriam a segunda opção. E aí perdem todo o sentido de razão, não é mesmo?

“(…) Sei que me arrisco a ficar sozinha e mesmo a um isolamento maior e absoluto, mas eu pago pra ver. Não é só atitude, é necessidade, é ser. Não vou deixar de procurar em mim, saber das minhas coisas, meu caminho, minhas verdades e ser como sou. Fiz essa escolha, essa opção na vida e acho que ela vale as consequências. Não vou parar pra me acomodar às coisas mais “bonitinhas e limpas”, às situações protetoras (que são também limitadoras e podadoras), prefiro ficar aí. No meio da briga, no meio da zona, nua. Parando em tudo aquilo que me interessar.
Somando, subtraindo, dividindo, multiplicando, tanto faz, tudo isso. Me interessa o saldo. E esse fica dentro de mim. É minha base, meu alimento, meu estofo, é disso que eu vivo. E se vivo assim é porque para mim é esencial esse tipo de busca, de vida. Não posso sair, nem me proteger erradamente, nem me acomodar, não me importa também o fim, aonde que eu vou chegar. Importa ir. Sei que me arrisco à solidão, se é isso que me perguntam, mas eu sei viver assim.”

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7 Responses to “feliz como leila diniz”


  1. 1 Victor novembro 25, 2011 às 7:11 pm

    Um ícone!

    A sua biografia é a escrita por Joaquim Ferreira dos Santos?

  2. 2 Fabi novembro 25, 2011 às 8:30 pm

    Também sonho com “a liberdade de Simone de Beauvoir e a felicidade de Leila Diniz”. Já assistiu ‘Todas as Mulheres do Mundo’, Nath?

    :*

  3. 4 Mirian Goldenberg novembro 25, 2011 às 9:46 pm

    Adorei o texto!

    Que bom que minha entrevista fez você mergulhar na vida da Leila Diniz!

    Um beijo carinhoso,

    Mirian Goldenberg

  4. 6 Tatiane novembro 28, 2011 às 12:49 am

    Ótimo texto, Nath. Adoro a Leila Diniz e é uma grata surpresa ler você falando sobre ela também.

    Beijo!


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