das metáforas cotidianas

Ontem fiz minha receita preferida de bolo de banana para os convidados petiscarem no meu piquenique amanhã; e ficou lindo, fofo, cheiroso. Só que, ao testar uma receita nova para o bolo de aniversário – o ator principal da festa -, ela não deu certo. E tive que pesquisar outra, sair correndo para comprar o que faltava, lidar com a frustração. No total, fiquei umas quatro horas na cozinha, batendo massa, lavando mil louças com a unha feita, com o avental sujo e a cabeça explodindo de listas de things to do.

Digo que cozinhar é uma das minhas coisas favoritas no mundo, porque representa um ato de amor. De me dedicar a quem é especial, fazer algo de que a pessoa goste, ver olhos satisfeitos e estômagos felizes. Mas o nível de cansaço alcançado no fim de um dia em que fiz faxina e supermercado, e que havia dormido menos de cinco horas porque tinha saído no dia anterior para ir ao cinema, jantar, encontrar queridos e dançar até o mundo acabar, foi de assustar. Eu mal conseguia parar em pé, olhos fechando sozinhos, sem conseguir abrir uma garrafa d’água (!).

E eu sei que a exaustão veio após fazer um monte de coisas que amo, e eu também sei que dezembro, apesar de ser um mês que exige muito da gente, é minha época favorita do ano. Mas quando a tal receita do bolo não deu certo e eu tive que começar outra do zero às 23h de um dia tão cansado, a única coisa em que eu conseguia pensar era, “deus, até quando eu vou ter que ficar starting over?? será que algo em minha vida poderia ter um pouquinho de continuidade, só para variar?!”

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3 Responses to “das metáforas cotidianas”


  1. 1 Laylah dezembro 11, 2010 às 10:09 pm

    Às vezes eu fico aqui nos bastidores só lendo o que você escreve desde quando comecei e resolvi nunca mais parar de te ler. Hoje resolvi comentar. As coisas deram tão errado há algumas semanas atrás (duas, talvez) pra mim que eu me senti assim, perguntando pra Deus e o mundo se não era possível que tudo desse certo ao menos uma vez. São esses momentos frustrantes que nos dão tanta tristeza e raiva, mas logo depois de passar por esse vale de problemas, alcançamos uma montanha (de vitórias ou ao menos de alívio). E a sensação de estar no topo do mundo é muito boa. Aguenta firme, Nath. Daqui a pouco vem festa, amigos e muita felicidade. Beijos!

  2. 2 Ju dezembro 13, 2010 às 9:11 am

    hahahahaha
    eu fiz 2 receitas de bolo pro seu picnic… isso pq qndo eu terminei de embalar o 1º, percebi q era muito pouco…

    fazer o que, e te digo mais, o 2º ficou muito melhor

    às vezes é por isso q temos q fazer de novo, pra fazer melhor

    =)

    adorei ontem!

  3. 3 Andréia Brasil dezembro 13, 2010 às 9:52 am

    hummm
    eu estive na cozinha ontem, testando duas receitas: uma queimou e a outra ficou sem gosto. parece até a vida da gente, que de vez em quando tira sarro e fica exatamente assim, uma receita que não deu certo. eu já tinha pensado em desistir, mas depois de ler sua experiência, acho que vou me dar mais uma chance…
    beijo


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