automatic lover

uma vez uma amiga me disse que não acreditava no “cara certo”, mas sim que havia um cara certo para cada momento da nossa vida.

para quem tem sorte, é a mesma pessoa a vida toda, que cresce, evolui e amadurece junto.

para nós, pobres mortais, essa pessoa vai mudando ao longo dos anos.

dia desses disse isso para outra amiga, mas refletindo que, quanto mais o tempo passa, mais eu acredito que isso não seja válido só para companheiros, e sim para todas as pessoas que nos cercam e fazem parte de algum momento da nossa existência. amigos, parceiros, colegas, sócios. minha principal tarefa no momento é exatamente esse processo de “corte e edição”, de aprender a selecionar quem ainda tem algo a me acrescentar e quem, embora eu ainda ame, simplesmente não cabe mais no meu contexto atual.

hoje alguém me disse que talvez meu maior problema ainda seja cultivar o desapego. que eu deveria superar essa criação feminina de sempre cuidar da casa e das bonecas e fazer mais como os homens: deixar a bola rolar e se perder, racionalizar.

tenho plena consciência de que não quero me tornar um XY e que, para o bem e para o mal, sou mole feito manteiga derretida. mas a única coisa que não sai da minha cabeça nos últimos dias é “jesus, como dói ter um coração”.

 

Anúncios

16 Responses to “automatic lover”


  1. 1 Andreia novembro 18, 2010 às 7:11 am

    É, dói!!
    Mas eu também não troco isso por nada. Tantas e tantas vezes que também eu dei por mim me perguntando se valia a pena tanto sofrimento. Mas vem sempre algo que me faz relativizar as situações e ultrapassar. E sempre que tentamos “cultivar o desapego”, o sofrimento no final é maior, porque não estamos a ser nós próprios. E olhar para trás e não nos reconhecer-mos, isso sim, magoa. O resto, o resto vem no pacote…vamos aprendendo devagarinho, mas aprendendo ;)
    bjo

    • 2 nath novembro 20, 2010 às 5:04 pm

      pois é querida, aprendendo :)
      mas acho que a questão nem é deixar de ser quem a gente é, mas sermos uma versão evoluída de nós mesmos, que sofre menos, sabe?
      um dia a gente chega lá ;*
      beijão

  2. 3 nana novembro 18, 2010 às 9:44 am

    amore, eu entrei nesta fase, tb. corte e edição de algumas pessoas e situações. E foi um conselho do céu, viu? Cada vez mais vejo a importância da qualidade e não da quantidade de gente ao meu redor…

    espero que esteja tudo bem. Dói ter coração, mas eu acredito que é isso que nos move.

    beijos e muitas saudades!
    Nan

  3. 5 Soraia novembro 18, 2010 às 2:48 pm

    Linda, as vezes precisamos entrar nesse corte e edição e muitas vezes a vida nos leva a fazer isso sem percebermos.
    Peça a Deus que dê paz ao seu coração quando doer, pq uma hora para e vc verá que valeu cada dorzinha para poder cultivar mais ainda o amor.
    bjokas

    • 6 nath novembro 20, 2010 às 5:17 pm

      “uma hora para e vc verá que valeu cada dorzinha para poder cultivar mais ainda o amor”
      que coisa mais linda :’~
      super obrigada pelo carinho sempre, viu?
      um grande beijo ;*

  4. 7 Larissa Margulies novembro 18, 2010 às 3:08 pm

    tenho tanta gente que “embora eu ainda ame, simplesmente não cabe mais no meu contexto atual.”

    ;*

  5. 9 nanda novembro 19, 2010 às 6:47 am

    Como, diz-me como deixar pessoas que amamos irem embora? Digo amizades, digo amigas ou que pensavamos ser amigas. Diz como hei de conseguir entender sinais de que elas já não esticam mais as mãos e não se esforçam para manter a amizade? Como não ser apegada a momentos, a fases, a tudo que foi dividido e partilhado? Mesmo que não me dêem o que preciso o que peço agora, um dia já me deram… e devemos ser gratas, não é? Gratidão não é uma virtude? Eu sou grata e por isso mesmo, não me prendo nas dificuldades da amizade de hoje, mas recordo as coisas boas de ontem para tentar construir algo amanhã. Ainda que o presente doa, acredito que seja fase e que passe… mesmo sabendo que a fase já dura muito tempo. Mas eu nao sei deixar ir embora. E isso corta a carne, expõe as músculos já cansados de tanto segurar uma situação que por si só já não se aguenta em pé. E parece que acabamos por nos encontrar a viver de migalhas, de pequenas doses de simpatia que quando acontecem iluminam o nosso dia, por mais insignificantes que sejam. Eu não sei cortar e editar. Eu gosto de colar. de recortar e fazer montagens, tudo junto e misturado. porque só assim é que eu consigo acreditar que vale a pena. e é por isso que o meu coração dói. todo dia. e eu sinto. sinto muito.

    • 10 nath novembro 20, 2010 às 5:19 pm

      nanda,
      é muito, muito díficl mesmo.
      mas é um processo… e faz parte da vida.
      meus pais sempre disseram que a gente tem que abrir espaço, deixar para trás o que não nos serve mais para que outras coisas novas e boas possam entrar. e acredito que isso sirva para pessoas também ;*
      boa sorte,
      um grande beijo

  6. 11 Scheyla novembro 19, 2010 às 11:37 am

    Isso vem acontecendo comigo ao longo desses últimos anos.. na maioria das vezes dá uma dorzinha no coração.. mas é a vida..
    bjus

  7. 13 lu novembro 19, 2010 às 4:11 pm

    que verdade profunda esta, deste texto. obrigada por deixar isso tão claro, tão fácil de assimilar. concordo total!

  8. 15 Fabi novembro 19, 2010 às 6:33 pm

    Nath, também estou aprendendo na prática e começando a virar adepta dessa teoria de ‘corte e edição’, sabe? Boa sorte para todas nós! :*


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Blog Stats

  • 163,148 hits

%d blogueiros gostam disto: