depois de paris

Aos 12 anos de idade: assisti pela primeira vez ao remake de “Sabrina” (com Harrison Ford), quando meu pai tinha a locadora. A moça tímida e um tanto quanto desajeitada, filha do caseiro de uma grande mansão e apaixonada pelo filho milionário do dono, vai estudar fotografia em Paris por um ano. Tem um caso com um parisiense e volta irreconhecível: toda mudada, culta, linda, elegante. E conquista o partidão. Voilà.

Aos 17: eu era fã de “Dawson’s Creek” e meus amigos me achavam parecida com Joey Potter, pela timidez e o jeito de mexer no cabelo (Katie Holmes, antes de ser Sra. Cruise-mãe-da-baby-Suri). Eu me identificava com sua vontade de deixar sua cidade e ganhar o mundo. No penúltimo episódio da série, alguns anos se passaram e ela aparece em alguma boulangerie em Paris, comprando baguetes em francês, toda linda de trench roxo e mirando a tour eiffel. Jamais esqueci esta cena, e a vontade que eu tinha de vivê-la eu mesma.

Aos 22: primeira vez que assisti “Funny Face”. Audrey (a primeira Sabrina!) é a moça culta que trabalha em uma biblioteca e nega sua beleza em nome da vida intelectualóide. Até ir para Paris e virar o rosto de uma revista de moda, de patinho feio a cisne com apenas um “oh lá lá”. Um musical fofito e um dos meus chick flicks favoritos, especialmente a parte em que eles cantam “Bonjour, Paris!”.

Acho que deu para perceber que Paris sempre habitou meu imaginário pessoal como o lugar das grandes mudanças, né? Era como se, no fundo, eu sempre tivesse achado que Paris era o lugar para moças desabrocharem. Por isso resolvi ir na primavera.

***

Mas, como dizem que quanto maior a expectativa, maiores as chances de frustração, nem tudo foi exatamente como o planejado, com as personagens com as quais eu sonhava. No fim acabei mesmo como a Carrie, sofrendo de saudade das minhas amigas e família, com muito tempo livre em mãos em uma cidade por vezes dura e difícil.

Porém, o destino sempre nos surpreende, e apesar de não ter tido um grand finale com Mr. Big, minha história também teve direito a um príncipe de última hora me resgatando no final e tudo, tipo filme mesmo, :)

Por isso não me canso de dizer que o mais importante é ter o coração aberto e olhos atentos ao redor. Você nunca sabe o que te espera just around the corner.

Bonjour, nova Nathalia, seja bem-vinda!

 

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3 Responses to “depois de paris”


  1. 1 Andréia Brasil agosto 24, 2010 às 9:06 pm

    que bom que nem tudo foi como você esperava. acho mesmo que as surpresas é que fazem as aventuras valerem a pena – mesmo o que não é tão bom assim. além disso, recheiam o cardápio de histórias pra contar. (fora que se renovar em Paris é chique de doer rs)
    um beijo

  2. 2 camila agosto 25, 2010 às 9:41 am

    bem-vinda de volta, nova nathalia !

  3. 3 vanessa agosto 26, 2010 às 7:27 am

    que post fofo!!!
    que bom que no final teve algo a mais né?!
    bem vinda ao Brasil!!


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