can’t buy me love

Dia desses a matéria da aula de francês foi descrição de objetos: vocabulário, utilização, formas, material etc. E então a professora perguntava para cada um de nós qual o objeto mais importante e querido para nós, aquele que a gente “salvaria em caso de incêndio”. E eu… não consegui pensar em nada. Ela me perguntou uma vez, eu disse que não sabia, ela me deixou para o final para refletir um pouco mais e… eu continuei sem saber.

Ouvi um monte de gente falando sobre jóias de herança familiar, amuletos, fotos e coisas do tipo. E, por mais que eu adore fazer a Becky Bloom e comprar um monte de coisas também, não consigo pensar em um “objeto” que eu salvaria. Porque a única coisa que eu gosto mesmo de colecionar são lembranças. E pessoas queridas. E amor. E todo o resto me parece tão pequeno perto disso…

Se minha casa pegasse fogo, eu só iria correr para me certificar de que todos os que eu amo estão bem. E torcer para nunca ter amnésia e guardar todo o resto que importa onde é, de fato, seu lugar: na memória e no coração.

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8 Responses to “can’t buy me love”


  1. 1 larissamargulies julho 7, 2010 às 11:26 am

    como ela é linda ;*
    mas, afinal, o que você falou pra professora?? ;))
    eu ia pegar as fotos (e os documentos pq é um saco tirar tudo outra vez! hihihi)

    :**

    • 2 nath julho 7, 2010 às 5:05 pm

      mas não podiam ser os documentos, flor!
      porque isso é meio que básico, né?
      foi a única restrição que ela fez, rs

      no fim eu disse as fotos também… meu tio-avô era fotógrafo e temos muitas, muitas fotos super antigas de família, e são meu maior tesouro. mas, mesmo assim, não são o tipo de coisa “não consigo viver sem”, sabe?

      bisous!
      ;*

  2. 5 dona perfeitinha julho 7, 2010 às 12:54 pm

    Nos parecemos muito nesse ponto. Conversando sobre o mesmo assunto com uma amiga, ela se chateou em saber que eu não salvaria nem mesmo meu álbum de casamento, mesmo tendo tempo e meio de levá-lo debaixo do braço. Dando mãos aos meus e tendo nossas lembranças que ninguém tira, tá tudo certo. É começar de novo. O triste é saber que para alguns a vida é mesmo construída em cima da casa, das coisas pessoais, pois para alguns realmente a lembrança da perda de tudo é superior às boas lembranças da vida, pois dificilmente conseguirão reaver tudo que tinham. Penso nisso quando vejo certos desastres que acontecem em regiões mais carentes.

    • 6 nath julho 7, 2010 às 5:06 pm

      muito triste mnesmo, querido…
      mas juro que meu medo maior na vida é ter amnésia… não quero me esquecer de nada que vivi! seja bom para guardar ou ruim para servir de lição, sabe?
      ;*

      beijo enorme!

  3. 8 Larissa L. julho 7, 2010 às 7:08 pm

    aah eu tb tenho essa mesma sensação…!
    outro dia tivemos que fazer um exercício na faculdade que era responder “eu amo…” A primeira coisa que me veio na cabeça foi meu cachorro, rs.. mas nao sabia dizer exatamente… eu amo tanta coisa!!!!

    beijo grande, querida!


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