mulheres do mundo

Alicia é americana de São Francisco. Tem 27 anos e está na França há quatro meses. Divide um studio com seu namorado, francês, tem aulas da língua local pela manhã e dá aulas de inglês à tarde, para se manter. Tem sorriso largo, é falante e vaidosa. Seu visto é de um ano, mas ela já pensa em ficar mais. Está apaixonada – por Paris e pelo seu copin.

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Amandine vem de Tours, norte da França. Tem 26 anos e é professora de Educação Física em escolas da rede pública. Super agitada, tagarela e cativante, adora comer e viajar. É muito acolhedora, apaixonada por línguas, culturas diferentes e novos conhecimentos. Teve dois grandes amores na vida, e agora esta à procura de outro. É uma pessoa apaixonante, e apaixonada pela vida.

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Roxana vem da Bolívia. É formada em Economia, tem 25 anos e, num tempo que passou na Inglaterra, conheceu um francês. Ela voltou para casa, mantiveram contato e hoje ela está aqui – na casa dele, morando com sua família. É tímida, um pouco insegura, mas do bem. Estuda francês e procura um trabalho, para não ter que ir embora. Ela não quer deixar Paris.

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Darina é uma jornalista venezuelana super carismática. Vem de Caracas, tem 28 anos e fala a aula toda. É esperta e engraçada, completou seus estudos nos EUA, “mas algo sempre martelava na minha cabeça, ‘França, França, França’. Eu tinha que vir para cá.” Quando seu relacionamento terminou, fez as malas e veio. Chegou há dois meses e não consegue trabalho na sua área por causa da ortografia francesa, “très difficile”. Então ontem ela começaria a trabalhar como babá, e quer arrumar um namorado europeu – e ficar. “Nós duas merecemos, né? Bonitas e simpáticas desse jeito!”, ela me disse ontem. E deu uma piscadela.

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Essas são algumas das mulheres que conheci desde que cheguei. Tão diferentes e ao mesmo tempo com tanto em comum. Lembrei-me de uma exposição que vi na Oca no ano passado, ‘Femmes du Monde’, de um artista francês. Recordo o quanto me impressionou aquele arquivo gigantesco de mulheres do mundo todo – vídeos, fotos, desenhos, relatos. Fiquei horas lá, olhando e absorvendo tudo. Ao sair, a conclusão que tirei foi que, apesar das óbvias diferenças de idade, cultura, religião, raça, nacionalidade etc, todas estavam em busca da mesma coisa: o amor.

“(…) Aí divido o que já falava sobre o amor: todo mundo busca essa manifestação de completude e encontro. Sim, estou sendo genérico e até torço para que apareça alguém que me diga que não busca o amor, que não busca amar, preu saber como é isso.”
(texto de Pedro Jansen, que compartilhei dia desses no meu reader

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