take a sad song and make it better

Dia desses estava conversando com um amigo sobre como nossa vida pode mudar em questão de segundos. Então eu contei para ele que uma amiga estava vendo passagens para vir para Paris no fim do ano, tipo oito ou nove meses antes. Óbvio que, dessa forma, ela paga muito menos do que paguei na minha, quase a metade. Mas a questão é que eu não consigo planejar as coisas com tanta antecedência: sempre acho que pode acontecer alguma coisa que vai virar minha vida do avesso da noite pro dia – como de fato aconteceu. Se eu tivesse comprado a minha passagem com a mesma antecedência com que ela estava vendo a dela, eu teria comprado para outro destino, com outra companhia, para fazer outra coisa. E no fim acabei vindo para Londres, com o meu irmão, para estudar francês em Paris. 

***

Sempre me pego pensando nesse tipo de coisa: nos caminhos que conduzem as nossas vidas. Quais escolhas nós de fato fazemos e quais escolhas foram feitas por nós, e nós apenas nos deixamos levar. Quantos caminhos de fato você pode dizer que escolheu para você, e quantos caminhos foram escolhidos por outra pessoa, pela sorte, oportunidade ou destino?

***

Neste exato momento, eu estou vivendo um caminho que escolhi para mim. Tive que lutar contra um monte de coisas, pessoas, idéias e opiniões para poder viver o que eu julgava ser certo. E nessas andanças da vida, não consigo parar de pensar em Elizabeth, de ‘My blueberry nights’ (uma das personagens fictícias com que mais me identifico na vida): ela cruzou o país numa viagem de autoconhecimento, para curar um coração partido. Eu cruzei um oceano. 

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3 Responses to “take a sad song and make it better”


  1. 1 nana maio 14, 2010 às 3:24 pm

    esse filme é lindo demais. eu amo.

    a volta dela, no momento q ela olha pela janela e está vazia, é a parte mais significativa deste filme.

    com você vai ser melhor ainda, espera só.

    beijos

    • 2 nath maio 14, 2010 às 5:48 pm

      sim, flor, essa cena é mesmo linda! super tocante sem ser piegas, né?
      tão subjetiva e ao mesmo tempo diz tanto…

      mas uma parte que me identifico demais com ela é a que ela diz que não quer mudar sua essência, e que cada pessoa que cruza seu caminho a faz gostar de si mesma um pouco mais… singelo, né? :*

  2. 3 FFF maio 19, 2010 às 1:52 pm

    acaso, acaso, acaso…


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