the power of goodbyes

“Fins nunca são fáceis. Eu sempre construo-os tanto na minha cabeça, que eles não têm a possibilidade de superar minhas expectativas e eu acabo desapontado. E eu nem sei direito porque isso importa tanto pra mim, o modo que as coisas acabaram aqui. Acho que é porque todos nós queremos acreditar que o que a gente faz é importante. Que as pessoas se importam com cada palavra sua, que se importam com o que você pensa. A verdade é: você deveria se considerar sortudo se ocasionalmente fizer alguém, qualquer um, se sentir um pouco melhor. Depois disso, é tudo sobre as pessoas que você colocou na sua vida. Enquanto minha mente passa por rostos que vi antes, eu me lembro da minha família… de amigos de trabalho… de amores perdidos… amigos de infância… e até daqueles que me deixaram… E quando eu dobro a esquina tudo vem até mim, como uma onda de experiência partilhada…(…)”
(texto de Leo, amigo querido de partida, também)

Terça foi dia de despedidas na agência. E toda vez que passo por isso em algum ambiente tão familiar (seja trabalho, curso ou algo assim), saio com uma pontinha de pesar no coração. Dou um abraço apertado e, por mais que digamos coisas como “vamos marcar alguma coisa depois?” (talvez mais por hábito que por crença), sabemos que a maioria dessas pessoas nós jamais veremos novamente, mesmo que o carinho tenha sido sincero. A gente sempre quer pensar que foi importante, que deixou uma marca nos outros, mesmo sabendo que certas impressões, por mais positivas que sejam, se esvaem com o tempo. É o curso natural da vida, e faz parte, até para abrir espaço para tudo o que tem de novo e que está por vir. Estou de braços – e coração – abertos.

 

“I’ve had to say goodbye more times than I would’ve liked. But everyone can say that. And no matter how many times we do it, even when it’s for the great or good, it still stinks. And though we’ll never forget what we’ve given up, we owe to ourselves to keep moving forward. What we can’t do is live our lives always afraid of the next goodbye, because chances are: they’re not going to stop. The trick is to recognize when a goodbye can be a good thing, when it’s a chance to start again.”
(Ugly Betty, “Back in her place”)

Anúncios

6 Responses to “the power of goodbyes”


  1. 1 Scheyla abril 16, 2010 às 9:46 am

    Esse texto me fez lembrar da época que acabei o ensino médio (lá se vão 10 anos..) em que fizemos tantas promessas de continuar mantendo o contato, mas passados esses anos todos, teve gente que nunca mais vi. Com a galera da facul foi mais ou menos a mesma coisa, acabei no fim de 2008 e também tem gente que não vi mais depois do dia da formatura. Com meus amigos mais chegados até consigo me encontrar a cada 3 meses hehe, e é tão gostoso poder matar a saudade.. Mas é assim mesmo, uns vem, uns vão, outros permanecem..
    Boa sexta!
    bju

  2. 2 Ju abril 16, 2010 às 6:11 pm

    é dolorido não?
    mas necessário quase sempre
    =)

  3. 3 Marina abril 18, 2010 às 5:03 pm

    E eu não consegui mostrar um pouco mais do Brooklin pra minha querida…
    Te devo um encontro daqueles, né?
    Me ajuda a sair só da promessa, rs? Vou falar com a dona Carolina. =)


  1. 1 revendo padrões « drops de anis Trackback em abril 20, 2010 às 10:29 am
  2. 2 les adieux « drops de anis Trackback em julho 15, 2010 às 11:48 am
  3. 3 já aprendi a dizer adeus « drops de anis Trackback em maio 7, 2012 às 5:07 pm

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Blog Stats

  • 163,934 hits

%d blogueiros gostam disto: