“deixa o copo encher até a borda…

que eu quero um dia de sol n’um copo d’água”

 

ontem estava com uma amiga no trânsito e, ao percebermos que as faixas ao lado sempre parecem andar mais do que a nossa (néam?!), ela comentou sobre o livro que ela está lendo e que fala sobre o acaso e as aleatoriedades da vida. e ela disse que o autor comentava que*, se a nossa fila no supermercado, por exemplo, andar normal por 15 vezes, e em apenas UMA ela travar porque uma senhorinha está reclamando do preço do abacaxi, pronto, é o suficiente para nossa mente focar nessa única vez e, daí em diante, a gente dizer que nossa fila “sempre trava”.

fiquei pensando na nossa tendência masoquista de sempre focar nas coisas ruins. então taí, temos saúde (que é o que deveria ser mais importante siempre), uma família carinhosa, bons estudos, o que comer, o que vestir, onde dormir, e amor. e ai, porque isso não está tão bom quanto deveria, porque poderia ser assim, deveria ser assado, mimimi.

a gente é tão ingrato às vezes, né?

não tou dizendo que seus problemas não são legítimos, porque são. cada um sabe onde lhe aperta o sapato. só acho que às vezes poderíamos olhar mais para os “sim” do que para os “não”, contemplar o céu azul lá fora e pensar, “poxa, estou vivo, que bom”. eu pensei.

 

*não li o livro, então estou repassando o que me contaram, apenas

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2 Responses to ““deixa o copo encher até a borda…”


  1. 1 camila março 23, 2010 às 9:40 am

    eu penso nisso todos dias, sempre que alguma coisa dá errado.
    mas minutos depois, logo penso: olha a sua vida, camila !
    e já agradeço por estar viva e bem.
    porque nunca sabemos o que virá pela frente. então, vamos aproveitar enquanto está tudo bem, né ?

    olha essa frase:

    “We have no right to ask when sorrow comes, “Why did this happen to me?” unless we ask the same question for every moment of happiness that comes our way.”

    Unknown

    é isso !

    bjo

  2. 2 dona perfeitinha março 23, 2010 às 10:59 am

    Logo pensei que fosse ´o andar do bêbado´. É mesmo interessante como o acaso determina muitos dos nossos passos e nossas escolhas. Uma questão a que tenho me obrigado a exercer mais são os ´sim´, interpretando acontecimentos com mais positividade, pois como diz meu marido, ninguém, na verdade, está preocupado em nos atingir negativamente ou nos atacar, o que acontece é que interpretamos errado e passamos a acreditar nisso. Eu, por exemplo, fico toda amuada, toda insegura quando acontece algo que eu ACHEI fosse de desaprovação a alguma atitude minha. Tenho horror a minhas atitudes de vítima que por vezes assumo. Tenho que jogar o jogo do contente pra sair desse estado e logo logo já agradeço por estar viva e aproveitando a companhia dos que amo e que me amam.


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