‘cause it’s a bittersweet symphony, this life

Tem muitas, muitas coisas acontecendo na minha vida, tudo-ao-mesmo-tempo-agora style. Ontem eu tive que de fato parar minha mente por um instante e contemplar, escrever tudo em tópicos para não esquecer quão abençoada eu sou, digerir. Mas, mesmo com tantas portas sendo abertas e mil oportunidades se desdobrando à minha frente, o que martelava sem parar na minha cabeça foi um email que li antes das oito da manhã numa segunda-feira. Era de uma pessoa que eu amava muito, que sempre foi extremamente generosa comigo, e que eu não fui capaz de responder à altura. Foram críticas pesadas, que me tiraram o sono à noite, apesar do cansaço. E, mesmo tendo me defendido e, no final, ter sido perdoada, eu não conseguia parar de pensar em como é duro errar com quem se quer bem. Eu mesma não conseguia me perdoar, ficava remoendo tudo over and over again.

Como vocês já devem ter percebido, estou passando por um processo profundo de autoconhecimento, especialmente nos últimos meses. E tudo que chega até mim, seja bom ou ruim, me faz repensar minhas atitudes diante do mundo, as posturas que adoto, os erros que não quero mais cometer, os vícios que não quero mais carregar comigo. E tento focar no que tenho de bom, também. No que engrandece.

Porque hoje eu vim o caminho todo ouvindo o Verve cantar ao som de violinos minha música favorita para caminhar pensativa pelas ruas. E eu chorei. Porque, mesmo com os duros golpes e a nossa tentativa incessante de manter a dignidade, não quero perder a minha essência. Quero ser eu mesma, só que melhor. I can’t change my mold, no, no, no, no, no.

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6 Responses to “‘cause it’s a bittersweet symphony, this life”


  1. 1 Ferdi fevereiro 9, 2010 às 12:49 pm

    Que linda você.
    Pois é, acho que a vida foi assim em algum momento pra todo mund – ou nós que somos parecida, será? – e com o tempo a gente vê que alguns dos nossos vícios fazem parte da gente e não adianta lutar contra, só percebê-los.
    Não existem extremos absolutos, não existe só a luz ou só escuridão, não existe alguém sempre feliz ou apenas triste, o equilíbrio é bom, mas é tão difícil também ele..

  2. 2 Ju fevereiro 9, 2010 às 1:16 pm

    AMO essa música! ei, acabei de ler o post no dona perfeitinha, tuuuuuuuuuuuuuudo não?
    saudade
    bjs
    =)

  3. 3 camila fevereiro 9, 2010 às 9:25 pm

    engraçado é que eu tenho um tumblr com esse nome: tudo ao mesmo tempo agora. ihihihi
    é que a vida é assim, né ? meio que tudo ao mesmo tempo agora mesmo.
    adorei o post !

  4. 4 Larissa L. fevereiro 9, 2010 às 11:01 pm

    É, pensar sempre no que engrandece e com isso ‘pensar, esperar e jejuar’, diz o Hermann Hesse…

    pensei em vc hoje, por causa de uma matéria que li sobre gratidão… ^^

    um beijo grande!

  5. 5 Joana fevereiro 10, 2010 às 2:27 pm

    Acho que aquela frase do Che resume bem esse post: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”. O mais difícil mesmo é crescer, amadurecer sem perdermos o que somos e a nossa essência. É um processo triste, por vezes solitário e tantas confuso.

  6. 6 Marina fevereiro 12, 2010 às 1:55 pm

    Você consegue ser a minha segunda voz, uma que por vezes chega a ser até a principal, como nisso que você escreveu, Ná.
    Como és especial, querida.


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