Arquivo para dezembro \03\UTC 2009



cinco coisas

Vi em algum blog alheio e resolvi colocar aqui porque as pessoas têm uma imagem minha de super fofa, mas eu posso ser beeem garota-enxaqueca às vezes, :p

Cinco coisas que provavelmente vocês não sabem sobre mim:

– eu não gosto de sair de casa sem ler meu horóscopo, apesar de esquecer o que ele diz no segundo seguinte após fechar o jornal – e fico de bico quando preciso sair cedo e o jornal ainda não chegou;

– sou super crica em relação a um mundo mais sustentável, do tipo que sai apagando lâmpadas em todos os lugares, não usa copinhos plásticos e recicla todo lixo possível – quase uma ecochata;

– eu odeio falar ao telefone. atendo só se estiver muito inspirada ou for alguém super querido, e olhe lá. fujo de fixo e só pego por livre e espontânea pressão – ou seja, quando tem alguém perto me recriminando por não atender;

eu amo muito meu aniversário, e fico bem chateada com quem esquece de me dar os parabéns (dramaqueen, haha). não que TODO mundo que eu conheço precise se manifestar, mas pelo menos os mais queridos, né? egocentrismo culpa do mapa astral, com ascendente em gêmeos e lua em leão!

– eu adoro me informar sobre moda e tendências, mas não consigo gastar muito dinheiro com isso, apesar de achar uma delícia comprar roupas novas. o máximo que já gastei foi R$150, e era meu vestido de formatura (!). o segundo item mais caro do meu guarda-roupa é um blazer preto clássico, no qual eu paguei R$140, com muita dor no coração; o resto das peças dificilmente saiu por três dígitos. apesar de gostar de me sentir bem vestida, eu gosto muito mais de experiências de vida – e prefiro gastar meu rico dinheirinho com viagens e livros, bem ‘european lifestyle’.

E vocês, quais cinco coisas que provavelmente não sabem a seu respeito?

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a diferença entre comer e jantar

 

Na minha última visita a Lissa, uma coisa que me chamou muito a atenção foi algo que temos em comum: colocar aquele esforço extra ao nosso redor para deixar tudo mais bonito. Não no sentido fútil de beleza estética apenas, mas no sentido mais amplo de uma vida mais harmônica no total mesmo, como escrevi aqui.

Então eu me pego escrevendo relatórios chatíssimos no trabalho, numa tarde chuvosa. E antes de começar eu já escolho a melhor-fonte-de-todos-os-tempos-da-última-semana, para deixar tudo mais bonito e agradável (tenho casos de amor sazonais com as fontes de texto, haha. a última favorita é a candara). E coloco uma ou outra cor em títulos, e logos e etc. Aí outro dia recebi uma indireta de que o importante é ‘o papo reto, sermos objetivas sem florear muito’, e tive que me explicar dizendo que eu PRECISO DE COISAS BONITAS PARA FUNCIONAR. Simples assim.

Poxa, escrever relatórios já é chato pra dedéu. Se tiver que ser em times new roman, credo! Não sai, juro.

currículo da vida

Certa vez li uma matéria que comparava o estilo de vida dos norte-americanos com o dos europeus. E lá dizia que, enquanto nossos vizinhos aqui de cima valorizam tudo o que você adquiriu ao longo da vida (status social, bens materiais e coisas do tipo), nossos amigos do velho mundo dão valor a outro tipo de aquisição: quais lugares do mundo você já conheceu, quantas línguas você fala, quais livros você já leu e daí em diante.

Eu e Manu, brasileiras de nascença mas européias de coração, sempre falamos muito disso: de valorizar o currículo da vida ao invés do curriculum vitae.

Lembro que, quando eu era mais nova, achava fantástico ouvir alguém dizer que ‘já fez um pouco de tudo na vida’. “Que pessoa extraordinária, tão vivida!”, eu pensava.

Então, dia desses, conversando com alguém no novo trabalho, ao responder uma pergunta sobre o que eu já tinha feito antes de vir pra cá, eu me surpreendi comigo mesma ao me ouvir falando essa frase. Talvez eu não tenha feito um pouco de ‘tudo’, mas já fiz um pouco de muito: só na área de publicidade eu já trabalhei com pesquisa, atendimento e agora produção; já fiz eventos e trabalhei em redação de revista, já fui vendedora de loja, já coordenei projetos voluntários, fiz bicos de bartender, tenho projeto como amiga local em sampa, fui babá, já trabalhei com pós-produção de cinema, e mais uma ou outra coisa que nem me vem à cabeça agora. Ufa!

Foi bom perceber que, aos poucos, estou trilhando uma trajetória na qual acredito e da qual tenho muito orgulho. Meu tal currículo da vida anda cada vez mais recheado, :)

Tão bom ter histórias para contar, não?!


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