as flores de plástico não morrem

Eu sei, é horrível. Um daqueles segredos que a gente guarda bem no fundo do baú, de não contar nem pra sombra, sabe? A verdade é que eu não sei cuidar de plantas. Não sei! Minha avó tinha muitas espalhadas pela casa em vasinhos, agora temos três pequenos jardins em casa além dos mil cachepôs, e minha madrinha também tem um monte de pequenas plantinhas em cada canto.

Aliás, minha avó, minha mãe e madrinha são daquelas pessoas que, ao visitar a casa de alguém, pedem mudas das plantinhas para plantar em casa, de tão apaixonadas que são. Quando minha avó faleceu, mamis e madrinha tiveram que dividir seu legado em flora, tipo herança de família. E minha mãe tem várias histórias com esses pequeninos seres vivos, como a da famosa samambaia que morreu murcha após uma visita invejosa ter ido lá em casa quando eu era pequena, que de tanto secar a plantinha acabou jogando um monte de mau olhado nela e a fez falecer. Mamis diz que plantas pegam energia no ar, por isso quando elas estão viçosas é sinal de boas vibrações ao redor.

Mas então vem meu segredo de não saber cuidar delas. Gosto de flores, mas, mesmo assim, não são muitas as que me orgulho de ter cuidado, porque elas morrem mais rápido, especialmente quando são de arranjo e não plantadas. São mais frágeis, delicadas. Já com as plantas não consigo me esmerar, sinto como se fosse falha de caráter. No começo do ano mamis estava viajando e eu fiquei com a tarefa de regá-las todas, e eram tantas! Até meu pai percebeu antes de mim que elas estavam tristinhas e precisando de água, e ele é homem!

Gostaria de saber que continuarei o legado das mulheres da minha família de dedicação à flora nacional, indo às casas das pessoas pegar mudinhas para plantar. Mas não consigo! Sinto como se fosse a bruxa malvada de um conto-de-fadas, batendo num gatinho com uma vara de marmelo. Haverá salvação?

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3 Responses to “as flores de plástico não morrem”


  1. 1 Katarine janeiro 27, 2009 às 12:33 pm

    Ai, ai.
    Parece que estou lendo a minha história, relativa a plantinhas. Minha família – por parte de pai e mãe – tem grande paixão por elas. Minha avó e mãe são iguais as suas, e eu igual a vc, rsrs.
    Desde pequena, minha mãe conta, que minha avó paterna (já falecida) me chamava de formiginha cabeçuda, porque eu arrancava todas as flores, bem no talinho. Hehehehe…
    Tb não levo muito jeito. No meu caso, acho que é mais por esquecimento. Nunca lembre de molhá-las. Mas sabe, acho que tem salvação sim. por que vc não faz o texte com uma única, e depois vai tentando ter outras? Acho que é como um bichinho de estimação. Elas só não choram, aí fica mais difícil.
    bjos!

    *Ah! Tem um mimo pra vc no meu blog!!

  2. 2 Tatah janeiro 27, 2009 às 3:39 pm

    Se te consola, eu também não sei cuidar de plantas…mas sei que tudo que a gente tenta fazer com amor acaba conseguindo, embora por vezes seja difícil e (pareça) impossível. :D


  1. 1 para abrir a rosa, temporada « drops de anis Trackback em janeiro 23, 2010 às 2:24 pm

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