Foi num desses seriados pós-adolescentes que vi dia desses. Um personagem perguntava ao outro, após uma discussão com a namorada:
- Eu não sou esse cara tão ruim que ela diz, né?
E eis que o outro respondeu, meio constrangido (já que o que fez a pergunta, apesar de ter bom coração, é um fanfarrão de carteirinha):
- Não… você é o melhor Steve que você pode ser.
Fiquei com isso na cabeça um tempão depois… porque não adianta eu tentar ser magra como a Olívia Palito, ou aprender Física Quântica, ou curtir-a-vida-adoidada sem medir as consequências. Eu não sou assim, e tenho que me aceitar, com minhas falhas, mas também (ainda bem!) com tudo que considero minhas qualidades. E lutar para que elas só cresçam e fiquem melhores com o tempo: para ser a Nath alguns quilinhos mais fina, ou a Nath que fala quatro línguas querendo se aperfeiçoar e aprender mais três, ou a Nath que gosta de sair para dançar tendo tempo para descansar no dia seguinte. A melhor Nathalia que eu posso ser.
Talvez isso tudo venha com a próximidade dos 25, de crescer e ser adulta. Maturidade é um processo do bem.
